O Dragão Arena viveu este sábado uma das tardes mais memoráveis da época. Num clássico que começou cinzento para as cores da casa, o FC Porto transfigurou-se no segundo tempo e “cilindrou” o SL Benfica por 42-32. Uma vitória de afirmação que, embora mantenha o Sporting no horizonte, prova que os dragões estão na máxima força para esta fase final.
Reviravolta de campeão
Após um primeiro tempo em que o Benfica saiu a vencer por 17-19, o arranque da segunda parte trouxe um cenário de enorme dificuldade: o Porto entrou a jogar com menos um jogador devido a uma exclusão. Contudo, o que parecia uma contrariedade tornou-se o combustível para a reviravolta. Com uma atitude resiliente, os azuis e brancos não só anularam a desvantagem, como impuseram um parcial avassalador de 25-13 nos segundos 30 minutos.
Artilharia pesada e muralha na defesa
O ataque portista apresentou-se hoje numa versão “compenetrada” e de eficácia letal. Dois nomes estiveram em plano de evidência absoluta: Vasco Costa e Antonio Martínez, ambos com 9 golos, fustigando as redes encarnadas sem piedade.
A eficácia na finalização foi acompanhada por uma defesa sólida e, acima de tudo, por uma exibição de alto nível de Sebastian Abrahamsson, o guarda-redes do FC Porto. As suas intervenções foram decisivas para estancar a reação lisboeta e lançar transições rápidas que definiram o rumo do encontro. No final, o guardião fez questão de dividir os louros, destacando o trabalho coletivo e o “belo ambiente” sentido nas bancadas, que empurrou a equipa para o triunfo.
Eficácia Ofensiva: Os dragões marcaram uns impressionantes 25 golos apenas na segunda metade.
Muralha Azul: A defesa portista ajustou-se, forçando o Benfica a perdas de bola sucessivas que resultaram em golos fáceis de contra-ataque.
Momento-Chave: Aos 40 minutos, o Porto já liderava por 25-22 e nunca mais permitiu que o rival se aproximasse, fechando o marcador com uma margem confortável de 10 golos.
A Satisfação de Magnus Andersson
O treinador Magnus Andersson não escondeu o sorriso após o apito final. O técnico sueco mostrou-se visivelmente feliz com a exibição, deixando rasgados elogios à prestação da equipa, com especial incidência na segunda parte, onde o rigor tático e a intensidade física foram, nas suas palavras, “de nível superior”.
Contas do título e silêncio encarnado
Com esta vitória por 42-32, o FC Porto soma agora 34 pontos, relegando o SL Benfica para a terceira posição com 33. O Sporting CP mantém a liderança, mas sente agora a pressão renovada de um Porto que parece ter encontrado o seu melhor andebol no momento decisivo da época.
Do lado do SL Benfica, não houve declarações por parte da estrutura ou equipa técnica.
Ficha de Jogo
Local: Dragão Arena (Porto)
Resultado: FC Porto 42 – 32 SL Benfica
Intervalo: 17 – 19
Competição: 2.ª Jornada, Fase Final do Campeonato Placard Andebol 1
Árbitros: Roberto Martins, Daniel Martins
Delegados: Pedro Joaquim, Ivan Cacador
Oficiais de mesa: Marco Marques, Rui Correia
FC Porto: Sebastian Abrahamsson, Rui Silva (3), Daymaro Salina (3), Vasco Costa (9), Antonio Martinez (9), Marcus Dahlin (1) e Gilberto Duarte (4). Jogaram ainda: João Gomes (2), Pol Valera, Thorsteinn Gunnarsson, Ante Grbavac, Jesus Vergara, Pedro Oliveira (6), Ricardo Brandão (5)
Treinador: Magnus Andersson.
SL Benfica: Rangel Rosa, Alexis Borges, Miguel Naranjo (2), Belone Moreira (5), Alejandro Soriano (4), Javier Moreno (4) e Fábio Silva (3), Gustavo Capdeville, Christopher Hedberg (1), Miguel Mendes (2), Kristian Olsen (3), Pau Floreta (4), Mikita Vailupau (2), Reinier Dranguet (2).
Treinador: Jota González.
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