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Quinta-feira, Fevereiro 12, 2026

Cirurgia de doente com dois tumores cerebrais adiada quatro vezes no Hospital Egas Moniz

A família do doente oncológico de 57 anos, internado desde 10 de dezembro, teme um novo cancelamento da operação, que está agora agendada para a próxima segunda-feira.

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A família do doente oncológico de 57 anos, internado desde 10 de dezembro, teme um novo cancelamento da operação, que está agora agendada para a próxima segunda-feira.

Há cerca de um mês, um doente com dois tumores cerebrais viu uma cirurgia ser adiada por quatro vezes. A operação foi agora remarcada no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, mas a família teme um novo cancelamento.

Foi a 10 de dezembro que o pai de Rafael Pinheiro Lopes foi internado no Hospital Egas Moniz. Tinha sido diagnosticado com dois tumores no cérebro e a cirurgia, que deveria acontecer no dia seguinte, acabou por não se realizar. A intervenção foi reagendada para a semana seguinte, mas voltou a ser adiada, uma situação que se repetiu mais duas vezes. A cirurgia está agora agendada para a próxima segunda-feira, mas a família teme que volte a ser adiada.

Hospital esclarece adiamentos

Contactado pela SIC, o Hospital Egas Moniz esclarece que “o doente se mantém internado, estável e consciente, a aguardar a realização de uma cirurgia de caráter eletivo” e que, “ao contrário do que poderá ter sido transmitido, não se trata de uma situação de natureza urgente ou emergente“.

A ULSLO [Unidade de Saúde Local de Lisboa Ocidenta] reconhece que ocorreram reagendamentos da cirurgia inicialmente programada, resultantes de uma conjugação de fatores distintos, enquadrados no normal funcionamento hospitalar, com enfoque particular na necessidade de uma avaliação mais aprofundada do risco anestésico, atendendo às patologias de base do utente“, refere o hospital.

O Hospital Egas Moniz adianta ainda que estas decisões visaram “a salvaguarda da segurança clínica do doente” e explica que “a realização deste tipo de cirurgia implica a existência de vaga em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), recurso essencial para garantir cuidados adequados no período pós-operatório de doentes clinicamente complexos“.

O hospital refere ainda que a “atuação foi pautada por critérios clínicos rigorosos, visando acima de tudo a segurança do doente“, e que “a cirurgia eletiva encontra-se já reagendada, dependendo da habitual reavaliação clínica pré-operatória, procedimento transversal a este tipo de intervenções“.

OC/MP/SIC/Público

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