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Sábado, Janeiro 17, 2026

Alfredo Ferreira – O columbófilo mais antigo em atividade ainda cuida dos seus pombos

Alfredo Ferreira fez recente 97 anos de vida e é o mais velho columbófilo de Portugal em atividade. Participa nos campeonato do Grupo Columbófilo de Alfena, concelho de Valongo.  Vive efusivamente a modalidade e a sua alegria é extensiva a todos os seus companheiros. O Cidadão (OC) fez-lhe uma vistita para ouvi-lo falar sobre a modalidade da sua vida - a Columbofilia.

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Alfredo Ferreira, 79 anos na Columbofilia e 91 de idade. Direitos Reservados

OCSenhor Alfredo Ferreira, nestes seus 97 anos de vida, quantos conta, em volta dos pombos?

AFeu nasci em 1928, comecei aos 18 anos, portanto, 79 anos.

OCComo nasceu esse “bichinho” pela columbofilia?

AFEu ia ver as chegada dos pombos a casa dos vizinhos que participavam nos concursos, e fiquei contagiado de amor por eles.. Nessa altura nem sei se a palavra Columbofilia era conhecida. Para nós, eram corridas de pombos.

OCNesse tempo havia terminado a segunda guerra mundial, muita pobreza, os pombos eram, então, uma competição desportiva, ou um passatempo?

AFAs duas coisas. De manhã cedo toda a gente vai trabalhar com o almoço na marmita e, ao fim do dia , chegado a casa, ia para os pombos, ora fazê-los voar, ora tratá-los.

OC Muitas alegrias e boas memórias?

AFTer pombos em casa já é uma alegria, esperar por eles nas provas, é uma enorme ansiedade, classificar pombos , então, é uma satisfação. Destas provas, sempre gostei das soltas em Espanha, concretamente de Valência Del Cid e La Gineta, pois por norma ganhava. Tive recentemente uma fêmea que em três anos ganhou duas vezes o primeiro lugar e um 14º, ficou conhecida como “a valenciana”, ficou-me este anos e essa constitui também a maior tristeza.

OC Senhor Alfredo, mas o senhor com a sua respeitável idade, consegue organizar todo essa trabalho ?

AFToda a vida fui eu a tratar dos pombos. Tenho os pombais no terraço e sempre fui para eles através de umas escadas íngremes, que subia e descia de costas. O meu filho Emanuel aposentou-se e como reside aqui perto e também foi” infectado” pela modalidade, agora , praticamente é ele quem faz tudo.
É claro que, sem a ajuda dele, seria difícil manter níveis competitivos.

OC Mas inegavelmente que os pombos fazem parte da sua vida?

AFPois fazem, e eu também faço tudo por eles, quer ganhem ou não. Vê-los chegar a casa, após voarem centenas de quilómetros, é uma alegria e excelente sensação.

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