Desculpem, mas agradeço, sempre, pela crítica mais severa apenas, se permanecer imparcial, de outra forma nunca calarei. Vamos a factos. É verdade que entre 1976/1997 Vila Nova de Gaia foi um Concelho com rotatividade no poder, sem que o PS e/ou PSD alcançassem as maiorias absolutas ou conseguissem a reeleição.
Em 1997, começa um período de fascínio, de projetos e de domínio social democrata com 3 maiorias absolutas (2001,2005 e 2009) – mais recente com 62 % dos votos. Em duas ocasiões, foram eleitos 8 vereadores do PSD. Nestas autárquicas, tal e qual todas outras, apoiei candidatos que não conhecia, pessoalmente, mas fundamentei a minha escolha, no trabalho efetuado nos seus mandatos. Já o reafirmei, não sou filiado em nenhum partido e por isso tenho a liberdade necessária de pensar e agir. Votei em consciência, sempre.
Voltando aos mandatos de Gaia, com dívida ou sem dívida, ninguém tem condições de afirmar – a não ser por tacanhice – que quando um candidato toma posse numa Câmara Municipal de uma cidade, com condições deficitárias de vida para os residentes: saneamento básico não existe; mobilidade foi esquecida; habitação é má; a inclusão não existe e a proximidade “com os cidadãos era uma miragem”, entre outras áreas de governação, determinantes para a vida comum de qualquer mortal … irá, no mesmo mandato, pedir aos seus cidadãos para pagarem adiantado, um erro do passado.
Isso seria imprudência de principiante. Nenhum autarca no país fará um disparate desses. Mas atenção, não estou a remeter as culpas para os seus antecessores, até porque a qualidade humana e nobreza de LFM foi sempre, enaltecer e enobrecer o seu antecessor. Nestas coisas de política o passado tem sempre nomes e caras, mas pouco importa ao caso, já que o candidato LFM, sempre respeitou o passado, projetando o futuro. LFM é o melhor político em Portugal, junto das pessoas. Mas serão estes os “fantasmas” do passado que os gaienses vão querer: inovação, qualidade vida, visão, futuro, internacionalização e acima de tudo, equilíbrio financeiro. Não creio, que estas eleições de Outubro sejam fáceis em qualquer concelho do Porto, até porque, o Chega sem campanha e sem projetos, tem sempre margem para discutir lideranças.
O voto de protesto contra os políticos portugueses é bem audível…. só mesmo os políticos é que ainda não querem ver, ouvir e pensar. Os tempos são estes e os arautos da verdade, comprometidos com “tachos”, em vários partidos, devem olhar para o cenário com preocupação. Li e reli o passado de Menezes como político. Vasculhei tudo o que Menezes fez em Gaia. Por isso decidi, de forma livre e descomprometida, apoia-lo, anonimamente, em 2013 ao Porto. É verdade, que em 2013, ganhou “O chega” lá do sítio, com beijos e abraços ternurentos, plasmados num programa de TV de dúbia qualidade, a bitaitar futebol, mas ganhou, apoiado pelo cinzentão Rui Rio e a sua fação “ressabiada-ó-pretoriana” do PSD, sem programa, sem propostas, tal e qual o Chega, nos dias de hoje. (O PSD deveria expulsar militantes dissidentes. Um partido não é um clube de futebol, mas existem regras e regulamentos decididos por todos os que fazem parte). Este foi um sinal.
Não sou, nem tenho qualquer ligação a ninguém do partido Chega. Nem quero. Defendo a democracia, mas não defendo estes políticos da AR que não me representam. Depois de uma análise simplificada e sem fantasmas (que muitos ainda tem do passado) defendo sempre o que entendo melhor para as cidades e para a AMP. Nunca me acobardei, nem tão pouco ganhei, com a política e/ou, com o apoio aos candidatos. Nunca. Ganharam as cidades. Quando me refiro a V.N. Gaia, olho para um concelho antes e pós Menezes. Antes, na minha opinião, os candidatos que o antecederam não tinham visão, nem missão, muito menos objetivos.
Em 1997 Gaia não tinha saneamento básico. Imaginam? Não, porque ninguém de boa fé consegue perceber uma cidade com 10 anos dentro da União Europeia, com a possibilidade de aceder a fundos comunitários, não tenha sequer, qualquer candidatura para resolver uma questão de futuro para a cidade. Pasmo, por aqui, embora com respeito, quando leio alguns disparates, sobre a obra de Menezes… e questiono, de que é que têm medo?
Menezes foi sufragado, investigado “até ao tutano”; Menezes melhorou todas as áreas de cidade e se quiserem fazer um exercício negativo, analisem e leiam, como fiz. Não conseguem porque os factos são factos. Não é a Inteligência Artificial, mas um Humano que Sabe Fazer.
V.N.Gaia e os Gaienses devem o seu desenvolvimento a LFM e por isso é justo apoiá-lo. Não tenho dúvidas de que a ponte que liga os gaienses a LFM chama-se gratidão. Quando somos gratos, a nossa visão amplia-se e a nossa vida enriquece. Simples, ficam sem dúvidas. Neste dia em que escrevo estas linhas, sinto tristeza pessoal pela perda do seu pai José Lopes. Um forte e sentido abraço a Luis Filipe Menezes
Docente na Atlântico Business School/Doutorado em Ciências da Informação/ Autor do livro ” Governação e Smart Cities”














