Estamos num tempo de verdadeira “Ditadura Informática/Tecnológica”. Sabemos que tem de haver evolução, sabemos que não podemos parar, nem remar contra a maré… a IA (Inteligência Artificial) está aí em força.
O mundo do trabalho está em grande mudança e a sociedade também. Nos Hipermercados, independentemente da marca vemos caixas onde nos dirigimos para realizar os pagamentos.
Essa tendência veio para ficar… bem sabemos que foram suprimidos muitos postos de trabalho… basta um operador/a a “supervisionar” e “educar” os utilizadores de várias máquinas.
Em tantos setores de atividade, apercebemo-nos que o caminho é “colocar o cliente/utente” a trabalhar para a empresa/instituição.
Da economia empresarial à social, os “clientes/utentes” sentem que estão a ser “educados” para as empresas/instituições.
Tudo a pretexto da evolução/transparência. Que assim seja!
Se a IA evitar trabalho repetitivo, cansativo, muitos parabéns.
Um operador de uma pedreira, por exemplo, ficará muito feliz que o ensinem a controlar a máquina/robô, que parta pedra, horas a fio. O mesmo poderá dizer qualquer operador/a de uma linha de montagem. Ele/a ou alguém, mais qualificado, terá que adquirir novas competências, para supervisionar a máquina/robô.
O problema reside na grande e diversificada utilização de aplicações, plataformas, que quaisquer cidadãos possam utilizar na sua vida pessoal, profissional e de lazer.
Se cada empresa/instituição vai melhorando as suas aplicações/plataformas, com mais um “pisco” necessário, tudo se direciona no interesse delas.
É evidente que há a proteção de dados e o “Cliente/utente” pode mudar as autorizações concedidas.
Os “Cookies” se não aceites, não permitem a utilização, pelo menos a pretendida, pois, se os não aceitar, o desempenho fica pelo caminho.
Os construtores dos equipamentos/softwares estão nesta linha. Por exemplo, a simples atualização do software, num Tablet, pode ser uma complicação… o operador que fazia “desligar o Power”, a partir do momento em que aceitou determinada atualização, já não conseguiu desligar o Tablet e teve de ir à loja informática pedir ajuda.
As atualizações cada vez trazem mais “coisas” tantas e de tão elevado potencial que muitos de nós nem necessitamos, para a nossa vida do dia a dia.
Porque será que os construtores dos softwares, ao solicitarem atualizações não permitem uma atualização básica, por exemplo, ter acesso simplesmente à Internet, Word, Excell e Power Point?
É evidente, todos entendem que o “pacote” está assim construído, para melhor venderem os serviços. Aí está a imposição.
Se há “infoexcluídos”, que têm de fazer a sua caminhada de inclusão informática, têm um trabalho mais difícil com tanta e diversificada oferta…
O caminho é aprender e, ao longo da vida, é o que temos de fazer, mesmo aqueles que já estejam reformados, querem aprender não para obter “certificados”, que já não precisam, mas para viverem e participarem, ativamente, nos mais diversos campos da sociedade.
Técnico de Formação Profissional














