O 1º de Maio, conhecido como Dia do Trabalhador, tem origem num movimento histórico de luta por melhores condições de trabalho.
No dia 1 de maio de 1886, milhares de pessoas iniciaram uma greve geral nos Estados Unidos, exigindo a redução da jornada para oito horas. Já que na altura, trabalhavam doze a dezasseis horas por dia, em condições extremamente difíceis.
O Massacre de Haymarket
A 4 de Maio, ocorreu um protesto na praça que acabou em violência após a explosão de uma bomba. Vários trabalhadores e polícias morreram, e alguns líderes sindicais foram condenados, tornando-se símbolos da luta laboral. Na mesma cidade, em 1889, foi criado 1º de Maio, como um dia de homenagem aos trabalhadores e de reivindicação dos seus direitos.
Em Portugal, 1º de Maio ganhou especial importância após a Revolução de 25 de Abril. Em 1974, foi celebrado pela primeira vez em liberdade, com grandes manifestações nas ruas, marcando o fim da ditadura e o início de novos direitos laborais.
Atualmente, o 1º de Maio é celebrado em muitos países com: Manifestações e desfiles; discursos de sindicatos, momentos de reflexão sobre direitos laborais. É um dia que lembra conquistas importantes, como: Jornada de trabalho de oito horas; direito a férias e segurança no trabalho.
O disco “Cem Anos de 1º Maio”, foi editado pela CGTP – Intersindical para assinalar o centenário do Dia do Trabalhador (1886–1986).
Em 1986, gravei o disco “Cem anos do 1º de Maio”, Portugal, já vivia em democracia, depois da Revolução de 25 de Abril e tinha como objetivo celebrar: A luta histórica dos trabalhadores, as conquistas sociais alcançadas e o papel do movimento sindical. O disco reúne músicas de intervenção e temas ligados à luta operária, com participação de vários artistas portugueses associados à música de resistência e intervenção social.
Mais do que um simples disco, funcionou como: Um documento histórico e cultural, uma forma de manter viva a memória das lutas laborais ; um instrumento de mobilização e consciencialização
Este tipo de coletâneas era bastante comum no pós-25 de Abril, quando a música tinha um papel muito forte na intervenção política e social.
“Cem anos do 1º de Maio”, foi um disco que gravei com diversos cantores, mas o mais impressionante, foi a faixa que o Vitorino Salomé cantou! Esse génio dos arranjos e responsável por todo o disco, José Mário Branco. Fez um arranjo para oito baixos!
Um fazia o baixo, o outro a melodia e os seis restantes, as cordas de uma guitarra, uma por uma da guitarra. Já imaginaram! Gravarem corda por corda, de um dedilhado na viola? Se não fosse o melhor técnico de gravações de estúdio que Portugal conheceu, José Fortes, eu tinha desistido. Ficou na memória e, provavelmente, a única gravação do mundo com oito baixos elétricos.
Mais do que um simples disco, funcionou como: Um documento histórico e cultural, uma forma de manter viva a memória das lutas laborais ; um instrumento de mobilização e consciencialização
Este tipo de coletâneas era bastante comum no pós-25 de Abril, quando a música tinha um papel muito forte na intervenção política e social.
Músico/Colaborador














