A Polícia Judiciária participou numa operação internacional coordenada pela Europol que permitiu identificar e localizar 45 crianças ucranianas alegadamente transferidas à força para territórios ocupados da Ucrânia, bem como para a Rússia e a Bielorrússia.
A ação decorreu nos dias 16 e 17 de abril, em Haia, e teve como objetivo apoiar investigações em curso das autoridades ucranianas relativas ao desaparecimento de cerca de 19.500 crianças desde o início do conflito. Segundo as autoridades, estas terão sido retiradas de áreas ocupadas pela Federação Russa ou pela Bielorrússia.
De acordo com a PJ, algumas das crianças foram entretanto adotadas por cidadãos russos, enquanto outras estarão em campos de reeducação ou instituições psiquiátricas. As autoridades admitem ainda a possibilidade de algumas poderem estar integradas em unidades militares russas.
A participação portuguesa permitiu identificar cinco novas pistas de investigação, com base na análise de redes sociais, imagens e possíveis ligações a estabelecimentos de ensino. Estas informações serão agora alvo de validação e cruzamento por parte das entidades competentes.
Segundo a Europol, esta foi a segunda operação focada especificamente na localização de crianças ucranianas deportadas ou transferidas à força, uma prática que poderá configurar um crime de guerra.
A iniciativa reuniu cerca de 40 especialistas provenientes de 18 países europeus, além de representantes do Tribunal Penal Internacional e de organizações não-governamentais.
O conflito teve início com a Invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, a 24 de fevereiro de 2022, e já provocou dezenas de milhares de vítimas civis e militares, segundo diversas fontes internacionais.
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