As denúncias relacionadas com situações de precariedade laboral entre jovens trabalhadores têm vindo a aumentar em Portugal, segundo dados e alertas de entidades do setor inspetor e sindicatos. Em causa estão sobretudo contratos a termo sucessivo, falsos recibos verdes e vínculos de curta duração que, segundo especialistas, dificultam a estabilidade profissional e a autonomia financeira dos trabalhadores mais jovens.
As autoridades têm registado um aumento de participações relacionadas com alegadas situações de contratação irregular ou abuso de vínculos precários. Em vários casos, estas situações são associadas a setores como restauração, comércio e serviços.
A Autoridade para as Condições do Trabalho tem reforçado a fiscalização em diferentes áreas, sublinhando que a utilização indevida de formas de contratação pode configurar infrações laborais. Já organizações sindicais alertam que a precariedade continua a ser um dos principais problemas do mercado de trabalho jovem.
Sindicatos apontam que a instabilidade contratual está a atrasar a independência económica dos jovens e a dificultar projetos de vida, como o acesso à habitação. Especialistas em mercado de trabalho referem ainda que a elevada rotatividade e a dependência de contratos temporários podem ter impacto direto na qualificação profissional e na retenção de talento no país.
Fontes
• Autoridade para as Condições do Trabalho
• Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN)
• União Geral de Trabalhadores (UGT)
• Relatórios sobre mercado de trabalho e precariedade em Portugal (INE / Eurostat)
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