Carta aberta ao Aiatolá

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Caríssimo Aiat(rump), olá

“Cerca de 16 milhões de cidadãos norte-americanos vivem num estado de «pobreza profunda ou severa», o número mais alto dos últimos 30 anos. Esta conclusão faz parte de um relatório elaborado pelo grupo McClatchy Newspapers, segundo o qual o abismo entre ricos e pobres nos EUA é cada vez mais acentuado.

Diriges um país com (“O Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos Estados Unidos (HUD) informou que, de acordo com os registos exigidos pelo governo federal em todo o país, em janeiro) mais de 770 000 pessoas foram contabilizadas como sem-abrigo – um número que não inclui algumas pessoas e que não inclui as que vivem com amigos ou familiares por não terem casa própria” a viver em situação de homeless. No total, 21% da população dos EUA, que vive na pobreza, é afro-americana.

Diriges um país em que quase 40% das pessoas não têm 400 dólares para fazer face a uma urgência, sem pedir dinheiro emprestado. Diriges um país em que a insulina custa mais do que uma prestação mensal do carro e as pessoas que precisam e racionam para viver.

Diriges um país em que a divida da saúde é a primeira causa de falências. Dirige um país em que as mulheres morrem nos estacionamentos dos hospitais porque os médicos têm demasiado medo das leis do aborto (espontâneo).

Diriges um país em que prendes os teus cidadãos, mais do que qualquer outra nação; muito mais do que a China e a Rússia. Mais do que a Coreia do Norte! Tens nesta democracia – exemplo para o mundo – 2 milhões de pessoas presas e quase metade das mesmas sem condenação, porque não têm dinheiro para pagar fianças. Quanto à sociedade, todos sabemos que a esperança de vida esta a recuar e é por si a única nação do mundo onde isso acontece.

A taxa de mortalidade infantil é pior do que em Cuba. O salário mínimo mantem-se há mais de 10 anos. Tens professores a trabalhar em dois empregos e veteranos a dormir debaixo das pontes … e acabas por gastar biliões num país que nem sequer te atacou. Não me esqueço que tens contigo um delinquente condenado, julgado por violação, que protege pedófilos, amante das estrelas porno e um insurreto, tal e qual tu és…que dirige a maior campanha de guerra desde os talibãs… escolhas acertadas.

Tens a lata de falar na Gronelândia? Esta mal gerida? A Gronelândia pertence ao Reino da Dinamarca e é território autónomo (América do Norte) com governo próprio interno desde 1979, mas depende da Dinamarca para assuntos internacionais, defesa e subsídios económicos. A maior ilha do mundo tornou-se colónia dinamarquesa em 1814 e é parte oficial do reino em 1953. Ficam a saber que têm um sistema de saúde universal; educação gratuita; um poder de compra muito elevado; um custo de vida elevado; A segurança é elevada e tem uma importância estratégica para a NATO e para os EUA devido à posição no Ártico com novas rotas comerciais. Os principais recursos naturais são o bacalhau e o camarão – base da pesca, assim como as focas e as baleias – base da caça. Os recursos minerais abundam, como o zinco, chumbo, minério de ferro, carvão, ouro, platina e urânio. Nenhuma empresa abriu falência, nem ninguém fica doente…muito menos morre, numa sala de espera qualquer, porque o seu seguro recusou a cobertura.

Nunca foste um bom exemplo em decisões, mas sugiro que antes de chamar aos outros países nomes e pronomes que olhes para o teu próprio quintal. Já causaste tantos inconvenientes que só queremos que desapareças. Um apelo ao Aiatolá, vindo de Tripeiro de Gema: Ó Trump, escuta aqui, ó morcão: põe-te fino e deixa-nos em paz de uma vez por todas! Andas para aí a armar-te em fino, mas aqui ninguém te liga nenhuma. Já estamos cheios de aturar as tuas fitas e as tuas tontices. Vê se ganhas juízo e deixas de dar graxa a quem não interessa, que a malta aqui, no Porto, não é de modas. A malta só quer estar no seu canto, sossegada, a comer uma francesinha e a tratar da vida, sem ter de levar com as lérias trumpistas. Estás sempre a dar música, mas já te topamos a manha há muito tempo. Vê se deixas de ser nabo e de armar o chinfrim por tudo e por nada: põe-te a milhas e não dês mais cabo do juízo a ninguém. Arreda daí e fiquemos combinados assim!

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