Portugal vai pagar mais de 8ME para não acolher mais refugiados

Neste momento, Portugal não tem condições para assumir a receção de 400 e tal refugiados

Mais artigos

Portugal vai pagar mais de oito milhões de euros para não acolher cerca de 420 requerentes de asilo, vindo de outros Estados-membros, no âmbito do novo mecanismo de solidariedade da União Europeia (UE).

Leitão Amaro explicou aos jornalistas, em Leiria, onde se reuniu esta terça-feira com autarcas da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, que, no âmbito do mecanismo de solidariedade da União Europeia, prevê-se que, desde 2026, “os países redistribuam refugiados ou, quando não têm capacidade de acolher, paguem àqueles que estão sob mais pressão”.

Durante muitos anos Portugal andou a esconder o número de imigrantes que tinha. (….) Ficámos a saber este ano, por um trabalho feito no último ano, que Portugal afinal tinha mais um milhão do que se sabia, que as estruturas de acolhimento e de receção e de retorno estavam muito mais lotadas e que nós tínhamos também pessoas em situação ilegal muito superior ao que esperávamos e que, por isso, é necessário fazer retornos, afastamento de pessoas em situação ilegal para os seus países”, explicou.

Logo, no cálculo entre quem é que recebe migrantes ou refugiados e os envia para outros países, a situação de Portugal não foi avaliada de acordo com a situação real”, reiterou, notando que “a Comissão [Europeia] concordou com Portugal de que era necessário fazer uma reavaliação da situação portuguesa”.

Leitão Amaro disse que “quatrocentos [refugiados] ou oito milhões [de euros] seria o que resultava da situação que constava nas estatísticas que estão ultrapassadas”, sublinhou que a Comissão Europeia “está a trabalhar com o Governo português para verificar a nova situação” e insistiu que “Portugal não tem condições, neste momento, para assumir a receção de 400 e tal refugiados”.

Portanto, neste momento, não há nenhuma fatura a pagar” por Portugal recusar receber refugiados, assegurou o ministro, em Leiria, onde se reuniu esta terça-feira com autarcas da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria. Leitão Amaro garantiu, contudo, que o Governo “está comprometido com os mecanismos europeus” e “comprometido com as suas limitações de capacidade”, estando a “trabalhar com a Comissão Europeia para perceber, em função da situação real, se é uma exceção, se é uma compensação que se aplicará”.

A decisão deverá ocorrer no primeiro semestre, acrescentou Leitão Amaro.

OC/MP

image_pdfimage_print
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Artigos mais recentes

- Publicidade -spot_img