As eleições de ontem, 12 de outubro ditaram uma nova correlação de forças.
O mapa de Portugal, ficou pintado de maneira diferente.
De fato, houve grandes mudanças. Poderá haver muitas análises locais, mas também nacionais.
A AD conquistou o maior número de Câmaras Municipais. Conquistou a capital do país, o Porto e grandes cidades entre outras Sintra, Vila Nova de Gaia.
O Partido Socialista ganhou importantes capitais de distrito tais como Bragança, Coimbra, Évora, Faro. Acabou com o “Cavaquistão” ao ganhar a Câmara de Viseu.
A ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias) e a ANMP (Associação Nacional de Municípios Portugueses) saiem do PS para a AD.
O CHEGA teve mais olhos que barriga e dos tantos concelhos que ganhou nas legislativas de 18 de Maio, não conseguiu transpor isso para o plano autárquico acabando por ganhar 3 Câmaras.
A CDU perdeu as únicas capitais de distrito que tinha. Ganhando umas e perdendo outras Câmaras o resultado foi negativo.
O Bloco de Esquerda, que nunca se afirmou no plano autárquico, nestas eleições nem se dá conta dele.
O PAN que participou em coligações umas à esquerda e outras à direita, qual prova de vida partidária, parece andar ao sabor do vento e lutando pela sobrevivência.
Sempre se disse que as eleições autárquicas têm uma especificidade local.
A contabilidade eleitoral será por autarquia, forçosamente vai ter de haver leitura nacional. José Luís Carneiro não saiu mal na fotografia para poder alavancar o seu PS.
Cada força política irá agora analisar e digerir os resultados eleitorais. Uns perdendo ganham sempre, outros irão ver vitórias contabilizando os
membros eleitos para as Assembleias de Freguesia e Municipais, outros contando os vereadores.
A Abstenção continuou muito elevada. Os partidos, bem precisam de saber cativar os Portugueses, motivando-os à participação cívica.
Técnico de Formação Profissional














