Desde sempre que o PCP nos presenteou com uma festa – a Festa do Avante – ímpar no panorama nacional! Com uma organização excecional, onde nada falha, nem nada falta!…
A música tocou e ouviu-se nos palcos: Auditório 1º de Maio, Palco Paz, Avanteatro e Palco 25 de Abril.
As honras de abertura couberam ao projeto de hip-hop Ditado! Uma grande surpresa, pois este projeto de hip-hop, destingue-se dos demais!
Quatro músicos músicos, teclado percussão, e guitarras acústica e elétrica.
O primeiro tema numa base de sonoridade a fazer-nos lembrar os Pink Floyd. Com a particularidade que todos os músicos cantam e bem! Normalmente estamos habituados a um ou mais MC’s.
O segundo tema tem umas sonoridades ao funky, onde as quatro vozes terminam o tema à capela…No terceiro tema a guitarra elétrica destaca-se na sonoridade e na combinação de notas.
Temas musicalmente bonitos e com textos muito interessantes e oportunos, e com uma pitada de crítica social!
Corri para o palco 25 de abril, para uma lotação com mais de mil cadeiras.
Mas consegui um bom local!
O concerto por todos esperado da Sinfonieta de Lisboa, com convidados.
Intitulado “A luta pela paz, nos 80 anos da vitória sobre o nazismo”.
A orquestra Sinfonieta de Lisboa, fundada em 1995, com o maestro titular, Vasco Pereira de Azevedo, que tem como principal objetivo artístico, a divulgação de música de compositores portugueses.
O Maestro Vasco Pereira de Azevedo, estudou com Christopher Bochman e Constança Capdeville. Em 1995, concluiu o mestrado em direção de orquestra e coro na Universidade de Cincinnati nos Estados Unidos. Em 1997, conquista o terceiro prémio no concurso “Maestro Pedro de Freitas Branco”. É desde 1995 Maestro Titular da Sinfonieta de Lisboa.
Este concerto teve como solistas: o barítono Armando Possante e o pianista Ricardo Martins.
Um concerto dividido em quatro partes. Música Degenerada, A segunda parte: A Guerra e a Resistência Heróica ao Nazismo. A terceira parte, trouxe-nos composições de: Karl Ilse Weber e Viktor Ullman, três canções interpretadas muito bem por Armando Possante e Ricardo Martins. Finalmente a última parte, a quarta! Composições do compositor palestino, Mahmoud Abuwarda e este belíssimo concerto terminou com o 4º andamento da 5ª Sinfonia de Serguei Prokofiev. Da Sinfonieta só direi que existe uma coesão e uma afinação das melhores que ouvi das orquestras que conheço em Portugal.
No dia seguinte, no Auditório, pelas 14h00, subiram ao palco, vindos dos Estados Unidos, o grupo de bluegrass, os “Crying Uncle Bluegrass”. Da esquerda para a direita: Bandolim, violino, contrabaixo e guitarra acústica. Entraram com um tema forte, a querem impor as suas sonoridades alegre e descomprometida. Todos cantam e o primeiro solo veio de um virtuoso bandolim, altamente! A guitarra acústica criou solos envolventes e de grande virtuosismo.
No mesmo palco, Diego el Gavi.
A entrada com o baixo e o cajón, foram deslumbrantes. Que grande baixista cubano! O primeiro tema um bolero, quem se lembra de um cigano cantar um bolero…Arrebatou o público, à medida que as canções continuavam a nos emocionar! O guitarrista, muito bom, era suportado por percussão e uma bateria acrescida de congas. Depois outra festa se iniciou – O público cantou e dançou! Os solos eram divididos entre a guitarra e o baixo. Mal o Diego começou a elevar a voz, recebia sempre uma estrondosa salva de palmas. Quase que me ía atrasar para o concerto do Paulo de Carvalho, corri e consegui um bom lugar! Foi a maior plateia sentada, que me foi dado conhecer. Os músicos trajando de preto como é costume e depois de uma introdução musical, entra Paulo de Carvalho, todo vestido de branco! “Abacadraba”, foi a primeira canção e vestida com outra sonoridade. Com o “Executivo” como segunda canção, pensei para os meus botões, isto é assunto sério! A terceira é nova, dizia o Paulo! Penso ter conseguido acertar com o nome, “Os rapazes do meu tempo”, se não acertei, as minhas desculpas…E não há flor, como a “Flor sem Tempo”. Nesta altura, já o público estava totalmente rendido! As próximas canções foram dedicadas ao poeta José Carlos Ary dos Santos e a Carlos do Carmo. Foi a primeira vez que me foi dado assistir ao Paulo, cantar esse “Hit” da música nacional, “Lisboa Menina e Moça”, da sua autoria! Ouvimos de seguida “O Cacilheiro”, uma canção onde o trombonista Ruben da Paz, chamado pelo Paulo, para a frente do palco, tocou um grande solo, parabéns!
Um dos momentos mais altos do festival, estava prestes a acontecer, quando Paulo convida a cantora moçambicana, Selma Uamusse. Mas que grande momento, duas grandes vozes a combinarem na perfeição! Que voz! Que vozes! A segunda canção que cantaram, fez-me lembrar a típica descida cigana (lá -, sol, fá e mi). Depois uma praça, com milhares de pessoas, cantaram “Os meninos de Huambo”. Todos aguardávamos pela canção que foi a senha para o movimento do 25 de abril e ouviu-se, com o Paulo e o piano, mas com milhares de cantores nos coros!
Músico/Colaborador














