Vodafone Rally de Portugal 2025 – E vão sete para Sebastien Ogier (Toyota Yaris)

Sebastien Ogier ganhou mais uma vez o Rally de Portugal. Foi a sétima! Aproveitando um incidente técnico no Hyundai de Tanak - a grande figura da prova - a dupla francesa Ogier/Landais não se limitou a gerir. Teve de atacar, e muito, para segurar a liderança. Tanak, em Hyundai, ficou no segundo posto e Rovanpera ( Yoyota) ocupou o terceiro degrau do pódio. Armindo Araújo foi o melhor piloto português. O público também merece destaque. Ocorreu em grande número, mas teve um comportamento exemplar.

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Sebastien Ogier e Vincent Landais, a dupla do Toyota número 17, mostram o troféu correspondente à vitória no Vodafone Rally de Portugal 2025. Foto de JAANUS REE/Red Bull Content Pool

O primeiro lugar “caiu-lhe no colo” , quando Tanak parecia querer repetir a vitória. Mas Ogier estava lá, na hora certa e no lugar certo, para guardar o “bónus” que o Hyundai do piloto estónio “decidiu” oferecer, ficando sem direção assistida no troço de Amarante 2, ontem, sábado.

Ott Tanak estava a ser, desde a segunda classificativa, p dominador da prova. E foi na “especial” mais longa ( Amarante 2) que teve o problema mecânico. Fez grande parte do troço sem direção assistida, bem como a ligação a Lousada e classificativa lousadense.

Ott Tanak fez tudo para retirar a liderança a Ogier na manhã de domingo. Foto de JAANUS REE/ Red Bull Content Pool

Perdeu bastante tempo, caiu para a 3ª posição e foi Ogier quem passou para a frente, seguido de Rovanpera.

Um “balde de água fria” para Tanak , mas que não soube nada bem ao piloto e equipa Hyundai, apesar do calor que se fez sentir durante todo o dia. Ogier estava próximo e aproveitou.

Competição e emoção até ao fim, mas grande desportivismo entre os dois primeiros – Ogier e Tanak (à direita). Foto de JAANUS REE/ Red Bull Content Pool

Mas para quem pense que o dia de domingo foi um passeio de Ogier por Paredes, Felgueiras e Fafe, desengane-se. O francês teve que atacar várias vezes durante a manhã. Até porque Tanak, sempre “a fundo” – acabou por ultrapassar Rovanpera e chegar ao 2º lugar. A experiência de Sebastien Ogier, a sua qualidade enquanto piloto e a excelente afinação do seu Toyota, fizeram o resto e garantiram uma vitória que acab por ser merecida. 

Kalle Rovanpera ( Toyota) sempre muito rápido. Foto de JAANUS REE/ Red Bull Content Pool

Solberg triunfa no WRC 2

Oliver Solberg/Edmonson(Toyota R2) não deram hipótese à concorrência. Nem Gus Greensmith nem Yohan Rossel conseguiram fazer sombra ao filho do antigo campeão Peter Solberg. O sueco, como habitualmente, com andamento rápido e espetacular, não cometeu erros, teve uma boa afinação e, quando assim é, dificilmente é batido na classe WRC 2. 

Oliver Solberg fez um excelente rally. Foto de ACP

Quem passou um rally completo à procura de uma afinação certa no seu Hyundai foi o campeão Thierry Neuville. “Passei a prova al utar contra o carro” – disse o piloto belga no final de Fafe 2.

Neuville a lutar contra o Hyundai., como o próprio referiu Foto de JOÃO da FRANCA/ACP

Classificações

WRC 1

1º Sebastien Ogier (Toyota Yaris R1)

2º Ott Tanak (Hyundai i20 R1)            +08.7s

3º Kalle Rovanpera (Toyota Yaris R1)   +12.02s

4ºThierry Neuville ( Hyundai i20 R1)    +38.05s

5ºTakamoto Katsuta ( Toyota Yaris R1) +01:41.09

WRC 2

1ºOliver Solberg (Toyota Yaris R2)

2ºYhoan Rossel (Citroen C3 R2)

3ºGus Greensmith (Skoda Fabia RS R2)

O público entusiasta

Quanto ao público, algumas vezes noticia pelas piores razões, merece ser destacado. 

O público esteve em grande número em todos os troços. Foto de JAANUS REE/ Red Bull Content Pool

Apesar de não haver números exatos, como é óbvio, foram muitos milhares entre quinta-feira e domingo. Nos locais onde essa contagem era possível, podemos informar que no final do troço Águeda /Sever, na pista de autocross do Alto do Roçário, havia mais de 6 mil pessoas a assistir.

Os espetadores foram aos milhares, mas sempre com um comportamento correto. Foto de JAANUS REE/ Red Bull Content Pool

É muito importante para a manutenção da prova portuguesa ( já garantida até 2027) no calendário mundial, a forma como o público intervém no evento. E só podemos elogiar. Os cuidados com o ambiente (utilização dos sacos de lixo espalhados pelo percurso), o respeito pelas indicações dos marshalls e da GNR e o civismo na estrada. Um público “clássico” no entusiasmo e muito cauteloso para não perder o rally, como já aconteceu.

Kalle Rovanpera disse que “nunca vi tanta gente nas classificativas em toda a minha vida.” Elucidativo. Apesar de Kalle ter ainda uma curta vida, quem acompanha a corrida há muito anos pode dizer-lhe que, mais dezena menos dezena, em Portugal há uma grande paixão pelos rallies e pelo seu acompanhamento ao vivo. Foi assim no TAP, no “Vinho do Porto” e agora no “Vodafone”.

O rosto do dia

Ogier consulta o telemóvel para acompanhar os “cronos” dos adversários. Foto de JAANUS REE/ Red Bull Content Pool

Ogier, a grande figura da prova, descansa num troço de ligação e aproveita para atualizar-se quanto aos tempos dos seus adversários. E parece surpreendido com algum!

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