
Este evento não é apenas uma exposição de arte, é uma afirmação de valores, de memórias, de paz, de futuro. Um verdadeiro manifesto cultural que se estende até 12 de julho, ocupando a emblemática Quinta da Fiação de Lever, outrora Companhia de Fiação de Crestuma, agora reimaginada como um espaço de diálogo e criação.

Sob a direção de Agostinho Santos, nome que se tem tornado sinónimo da Bienal, esta edição promete superar todas as anteriores.
A sua visão articula a arte com as grandes questões do nosso tempo, fazendo da Bienal um espaço não apenas de contemplação, mas de compromisso.
São 55 exposições, 350 artistas e 15 polos de apresentação — números impressionantes que refletem a vitalidade e ambição deste projeto. Mas mais do que estatísticas, são rostos, obras, ideias, nacionalidades, estéticas e inquietações que se cruzam e se entrelaçam neste encontro plural. Gaia transforma-se numa cidade-mundo, onde o território é habitado pela arte e os visitantes são convidados a um percurso de descoberta e interrogação.

Um dos pontos altos será a homenagem a Lagoa Henriques, artista cuja obra transcende o tempo e cujos valores se alinham perfeitamente com o espírito da Bienal, e é um gesto de memória e continuidade — um diálogo entre gerações.
A Bienal propõe ainda um conjunto de iniciativas que reforçam o caráter internacional e interventivo: o concurso “Bandeiras pela Paz”, um grito visual pela harmonia entre os povos; o PORTOCARTOON World Festival, que traz o humor e a crítica política para o centro da cena; e a sempre estimulante mostra de Livros de Artista, onde o “objeto-livro” se assume como espaço de experimentação plástica e poética.
Mas a Bienal não se esgota no programa expositivo. Os 15 polos vão permitir que o evento chegue a vários pontos, democratizando o acesso à cultura e estimulando o envolvimento da comunidade. Esta é uma Bienal que não se encerra em si mesma, que vai ao encontro das pessoas e que convida ao diálogo.

A 6ª Bienal Internacional de Arte de Gaia é um território de liberdade, onde a arte pulsa ao ritmo das causas. E é, sobretudo, uma celebração da humanidade em todas as cores e contrastes. Agostinho Santos e a sua equipa oferecem-nos, mais uma vez, um evento onde a cultura não é adereço, mas a fundação de um mundo mais consciente, mais justo e, por que não, mais belo.
Engenheiro/Colaborador






