Ainda a recuperar dos estragos provocados pela depressão Kristin, o concelho de Leiria enfrenta agora o impacto devastador da queda massiva de árvores, uma das consequências mais dramáticas do temporal que atingiu a região no final de janeiro.
Relatórios oficiais e levantamento aéreo da autarquia revelam que entre cinco milhões e oito milhões de árvores caíram em todo o concelho, incluindo áreas urbanas e florestais, como a Mata Nacional de Leiria.

A força dos ventos que acompanhou a tempestade foi recorde na história meteorológica recente de Portugal, com rajadas que chegaram a ultrapassar os 200 km/h noutras zonas afetadas pelo fenómeno.
Os estragos deixaram um rasto de destruição visível em ruas, parques, estradas e zonas verdes, onde troncos e ramos bloqueiam ainda muitos acessos.
As quedas de árvores foram responsáveis por cortes de estradas, danos em viaturas estacionadas, prejuízos em infraestruturas urbanas e o corte de redes de eletricidade, que ainda afetam algumas áreas.
Equipes de emergência, bombeiros e serviços municipais continuam a trabalhar na limpeza e remoção de troncos para restabelecer a normalidade.
O impacto ambiental é enorme, sobretudo na já fragilizada Mata Nacional de Leiria, onde mais de mil hectares de floresta adulta sofreram danos severos, segundo os técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
A autarquia anunciou um plano de rearborização para repor parte da vegetação perdida e reduzir o risco de futuros incêndios, mas reconhece que a recuperação será um processo de longo prazo diante da dimensão dos estragos.
Moradores descrevem o cenário como “quase de guerra”, sublinhando a dimensão da destruição provocada pela tempestade. As autoridades apelam à colaboração da população para evitar zonas de risco e reportar árvores instáveis que ainda possam representar perigo.
OC/VL







