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Domingo, Janeiro 18, 2026

Tascas – onde a tradição ainda é o que era

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Encontrar-se numa tasca/taberna para “beber um copo” (bebida alcoólica) é uma tradição social de longa data. Alguns especialistas defendem que esta prática terá iniciado, no mínimo, pelos sumérios (3500 a.C.); na Suméria, o taberneiro/tasqueiro era, tradicionalmente, uma mulher, mas noutros lugares e épocas, as mulheres foram completamente excluídas das tabernas.

Em Portugal, as tascas coexistiram de norte a sul e vingaram até à década de 80 do século passado, tanto nas áreas rurais, onde eram o centro por excelência da vida social das pequenas localidades, como nas zonas urbanas. Não obstante o gradual desaparecimento, estes locais insistem resilientes na sua existência em contraciclo, ora tal e qual as origens, ora ajustadas à modernidade e aos novos desafios.

As tascas portuguesas são locais de acentuada identidade lusa, de características únicas, que se destacam pelo seu charme, tradição cultural e autenticidade. Geralmente, são decoradas com os belos azulejos nacionais, paredes de pedra, mesas de madeira, uma aparência rústica… ambientes perfeitos para mergulhar na tradição e desfrutar de um happy hour descontraído.

Estes espaços, geralmente geridas por famílias, são frequentemente escolhidos pela comunidade local para momentos de lazer, convívios, assistir a jogos do futebol, acompanhar e trocar impressões sobre as notícias da atualidade. Aqui, fala-se de tudo e até de religião, de política e de futebol.


Na verdade, o encontro na taberna para comer, beber e trocar impressões sobre a vida e o quotidiano é uma tradição social de longa data e que se perde no tempo.

PETISCOS DE COMER E CHORAR POR MAIS!

O que começou por ser um lugar onde os trabalhadores podiam aquecer sua própria comida, em troca da compra de vinho e café, tornou-se um templo de comida acessível e bem feita, com um ambiente acolhedor para combinar com os saborosos pratos.
Os petiscos são a grande atração das tascas portuguesas. Geralmente, incluem uma variedade de iguarias “caseiras”, de simples confeção, enchidos e salgados, tremoços e azeitonas, pão saloio e queijos duros.

Algumas tascas alargam a sua oferta a apresentam pratos mais desafiadores: o tradicional e irresistível cozido à portuguesa ou a típica feijoada; mariscos e outros “frutos do mar” de sabor lusitano; sobremesas fundadas na doçaria tradicional portuguesa que fazem as delícias dos comensais.


O universo das tabernas/tascas apresenta alguns denominadores comuns: porções sempre generosas, preços muito acessíveis, sabor caseiro, pratos simples, sempre tem um doce da casa, sabores marcantes, decoração com azulejos e muitos retratos e adornos, pratos do dia divulgados nas vitrines e, muitas vezes, em papel escrito à mão, etc.
Embora em menor quantidade, a tasca continua a ser um sítio de charme, um local fascinante, um ponto de encontro de excelência. Um bastião genuíno da cultura gastronómica lisboeta e portuguesa.

OC/MP

FOTOS | DIREITOS RESERVADOS

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