Primeiro, foi a “bomba” de Borja Sainz ao 25 mintos a fazer o 1-0; depois, outra “bomba”, com Gul a aproveitar os “estilhaços” e marcar. O melhor estava guardado para o fim – Rodrigo Mora voltou aos seus golos “de bandeira”; rematou fora da área, com o pé esquerdo, e colocou a bola na “gaveta” da baliza do outro Rodrigo, o gurada-redes do Sintrense.

E isto, simplesmente, pode ser contado como a história do jogo. Mas seria injusto para o Sintrense, equipa de escalão inferior, não valorizar as suas tentativas em sair para o contra-ataque e a boa exibição do seu guarda-redes, Rodrigo Santos.
Tal como os “canarinhos” de Sintra, Romário, Varela e Valdu Tê assinaram uma boa exibição. Mas defrontar o FC Porto no seu reduto não é fácil para qualquer equipa. Não o seria, com certeza, para a equipa sintrense.
Os “azuis e brancos” dominaram sempre o jogo, mas até à primeira meia hora pareceu que “pairava o Nice” na cabeça dos jogadores – jogavam bem, mas faltava velocidade. Sentia-se alguma auto-poupança.

Farioli poupou os centrais habituais Aproveitando a lesão de Bednarek, não utilizou Kiwior e refez a “dupla” com Rosário e Prpic. De fora ficou também Froholdt, lesionado, jogando Eustáquio no seu lugar.
Durante os primeiros 45 minutos, o Sintrense fechou-se bem, de bloco baixo, anulando (quase) por completo os dianteiros Samu e Borja Sainz. Apesar do intenso domínio, os portistas sentiam dificuldade para rematar à baliza de Rodrigo Santos. E este, com um exibição muito positiva, ia chegando para as “encomendas”. Provavelmente, em condições normais e se não houvesse jogo com o Nice a meio da semana, a agressividade atacante teria sido muito mais intensa por parte do FC Porto e, se calhar, com melhores resultados.

Na segunda parte, o Sintrense veio, e bem, mais atrevido. Carrascos de Vizela e Rio Ave, davam um “ar da sua graça”. Equipa organizada e que sabe o que tem a fazer no jogo, obrigava o FC Porto a remates de longe. Num deles, Gul aproveitou, fez o segundo e a questão do vencedor não oferecia dúvidas.
Os sintrenses procuravam alargar o jogo, mas de pouco lhes valeu. O “justiceiro” Rodrigo (Mora) pôs uma “pedra no assunto”, ao assinar um grande golo e a fechar o jogo.
O regresso de De Jong à equipa foi uma boa notícia para os portistas.
Uma vitória previsível de uma equipa que jogou o suficiente para que não “houvesse Taça” no Dragão.

Ficha
Jogo disputado no Estádio do Dragão, no Porto.
FC Porto – Sintrense, 3-0.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores:
1-0, Borja Sainz, 25 minutos.
2-0, Deniz Gül, 70.
3-0, Rodrigo Mora, 80.
FC Porto: Cláudio Ramos, Martim Fernandes, Pablo Rosario, Dominik Prpic, Francisco Moura (Alberto Costa, 46), Alan Varela (Luuk De Jong, 76), Eustáquio, Gabri Veiga, Pepê (William Gomes, 61), Borja Sainz (Rodrigo Mora, 62) e Samu (Deniz Gül, 46).
Suplentes: João Costa, Kiwior, Zaidu, Alberto Costa, Tomás Pérez, Rodrigo Mora, William Gomes, Deniz Gül e Luuk De Jong).
Treinador: Francesco Farioli.
Sintrense: Rodrigo, Romário, Rodri (Rodrigo Conceição, 82), Lacerda (Anderson, 58), Francisco, Silva, Guerra, Martim Cruz, Valdu Té, Pipas (Feiteira, 58) e Varela (Bonito, 71).
Suplentes: Neto, Rodrigo Conceição, Feiteira, Nasce, Henrique, Bonito, Anderson, Matias e Luizinho).
Treinador: David Maside.
Árbitro: Hélder Malheiro (AF Lisboa).
Ação disciplinar: cartão amarelo para Tomás Lacerda (41).
Assistência: 31.751 espetadores.
Reportagem OC: Alberto Jorge Santos (texto) e Gonçalo Bravo (fotos)
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