A final feminina do Open da Austrália foi um verdadeiro teste de força, resistência mental e qualidade técnica, um espetáculo de ténis de alto nível no Rod Laver Arena, em Melbourne. Elena Rybakina (número 5 do WTA) saiu vencedora de um duelo intenso frente à número um mundial, Aryna Sabalenka, decidido em três sets, numa partida que teve alternância de domínio e decisões nos detalhes, marcada por potência, emoção e momentos de grande tensão.
Primeiro set decidido na eficácia
O duelo começou com um verdadeiro braço de ferro nos serviços, onde nenhuma das jogadoras cedeu espaços. Rybakina impôs-se com solidez e pancadas profundas, enquanto Sabalenka tentou ditar o ritmo com a sua agressividade caraterística.
O diferencial esteve na precisão: com 76% de aproveitamento no primeiro serviço, a cazaque encurtou os pontos e castigou a irregularidade inicial da adversária, traída por mais de uma dezena de erros não forçados, especialmente na direita.
Mais fria nos momentos de pressão, Rybakina conseguiu o break decisivo a meio do set e não desperdiçou as oportunidades, fechando o primeiro parcial a seu favor, sem dar qualquer hipótese de recuperação no seu último jogo de serviço.

Reação da número um
No segundo set, Sabalenka elevou o nível. Arriscou mais na resposta ao serviço e passou a dominar as trocas de fundo de campo, registando mais winners do que no primeiro parcial. O serviço também funcionou melhor, com vários ases em momentos de pressão, permitindo-lhe assumir o controlo e empatar a partida, para delírio do público presente.
Terceiro set de nervos e detalhe
No terceiro e decisivo set, o equilíbrio manteve-se ponto a ponto, retrato perfeito de uma final de Grand Slam. Sabalenka tentou impor ritmo alto desde o início, procurando assumir o controlo, mas Rybakina respondeu com uma leitura tática exemplar, variando alturas de bola e escolhendo melhor os momentos de ataque, resistindo à pressão e recuperando nos momentos mais delicados do encontro.
Nos momentos decisivos, a diferença esteve na gestão do erro:
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Rybakina terminou o jogo com menos erros não forçados e maior percentagem de pontos ganhos com o primeiro serviço, mantendo consistência mesmo sob pressão.
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Sabalenka, apesar do elevado número de winners, pagou o preço do risco excessivo nos pontos importantes, acumulando mais erros não forçados.
O jogo acabou por ser decidido pela eficiência nos pontos importantes, e não apenas pela força.
A campeã converteu a maioria das oportunidades de break que teve, enquanto Sabalenka desperdiçou chances cruciais, especialmente no final do encontro.

Com precisão e maturidade competitiva, Rybakina fechou o jogo e confirmou o triunfo, levantando o troféu sob aplausos calorosos.
Com esta vitória, Rybakina conquista o seu segundo título do Grand Slam, reforçando o seu estatuto entre a elite do ténis mundial. O encontro foi também mais um capítulo de uma rivalidade que tem vindo a marcar o circuito feminino, mostrando que o futuro da modalidade passa por duelos desta intensidade e qualidade.
Apesar da derrota, Sabalenka reconheceu o mérito da adversária e saiu de Melbourne com mais uma final disputada, mantendo-se como uma das figuras centrais do ténis internacional.
A final feminina do Open da Austrália ficará na memória como um jogo de grande nível técnico e emocional, confirmando o torneio australiano como um dos palcos mais exigentes e prestigiados do calendário mundial.

Elena Rybakina vs Aryna Sabalenka
Resultado: Rybakina venceu por 6-4, 4-6, 6-4
Duração do jogo: 2h 18min
| Estatística | Rybakina | Sabalenka |
|---|---|---|
| Ases | 6 | 5 |
| Duplas faltas | 3 | 2 |
| % Primeiro serviço | 55% | 62% |
| Pontos ganhos com 1.º serviço | 76% | 75% |
| Pontos ganhos com 2.º serviço | 51% | 52% |
| Winners (pontos vencedores) | 28 | 35 |
| Erros não forçados | 25 | 26 |
| Break points convertidos | 3/6 | 2/8 |
| Pontos totais ganhos | 92 | 92 |
| Serviço mais rápido (Km/h) | 190 | 190 |
Fotógrafo/Editor/Engenheiro Eletrotécnico







