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Sábado, Janeiro 17, 2026

Ransomware cresce 28% em julho e afeta todos os setores a nível global

O Índice Global de Ameaças da Check Point revela que os ataques de ransomware aumentaram 28% em julho, com destaque para os grupos Qilin, Inc. Ransom e Akira. Cada organização sofreu em média 2.011 ataques semanais, um crescimento de 10% em termos anuais.

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A Check Point Software Technologies divulgou o Índice Global de Ameaças de julho de 2025, que mostra um crescimento significativo da atividade cibercriminosa. O ransomware registou mais 28% de ataques face a 2024, confirmando-se como uma das formas mais destrutivas de cibercrime.

Segundo a Check Point Research (CPR), cada organização enfrentou em média 2.011 ataques por semana, o que representa um aumento de 3% em relação a junho e de 10% em termos anuais.

Na análise setorial, a Educação registou 4.248 ataques semanais por organização (+11% YoY), as Telecomunicações chegaram a 2.769 (+24% YoY) e a Administração Pública/Governo contabilizou 2.745 (+6% YoY). A Agricultura destacou-se pelo maior crescimento relativo, com +81% em termos anuais.

Por regiões, a Ásia Pacífico (APAC) registou em média 3.403 ataques semanais (+3% YoY), a América Latina 2.917 (+4% YoY), a América do Norte 2.870 (+5% YoY) e a Europa foi a região com a maior subida anual, +15% YoY.

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“Os dados de julho mostram que o ransomware não só veio para ficar, como está a evoluir rapidamente, com grupos como o Qilin a expandirem o seu alcance para alvos de elevado valor”, afirmou Omer Dembinsky, Group Manager, Threat Intelligence, Check Point Software Technologies. “Estes ataques estão a atingir todos os cantos do mundo e todos os tipos de organizações. Estratégias de prevenção em primeiro lugar, potenciadas por IA, são a única forma de combater e de se manter à frente dos atacantes.”

Em julho, foram reportados 518 ataques de ransomware, com a América do Norte a representar 52% dos incidentes e a Europa 25%. O setor de Bens de Consumo e Serviços foi o mais afetado, com 12% do total, seguido da Construção e Engenharia (10,2%) e dos Serviços Empresariais (9,5%).

Entre os grupos mais ativos destacam-se:

  • Qilin, responsável por 12% dos ataques, após reforço da sua infraestrutura e recrutamento de afiliados;

  • Inc. Ransom, com 9%, que tem como alvos preferenciais saúde (33%) e educação (10%);

  • Akira, com 8%, ativo em serviços empresariais (19%) e indústria transformadora (18%), conhecido por variantes em Rust otimizadas para ambientes ESXi.

Em Portugal, registou-se um aumento de 1% nos ataques de ransomware em julho, acompanhando a tendência global.

OC/RPC

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