Francamente, sinto-me cada vez mais desalinhado com o mundo actual.
Reconheço a necessidade de derrubar tiranos; porém, quando a queda desses seres corrompidos exige o sacrifício de vidas inocentes, o acto deixa de ser justiça e torna-se tragédia.
O povo tem o direito de viver com dignidade, livre de imposições absurdas, sem mordaças que o reduzam à condição de animal. Por isso, defendo que essas ervas malignas sejam extirpadas das searas da liberdade e da justiça.
Neste nosso universo terreno, multiplicam-se ditadores de pensamento retrógrado e instinto sanguinário, criaturas que não merecem o poder que exercem, pois usam o seu livre-arbítrio para ordenar a morte de quem ousa erguer a voz em defesa dos seus direitos e da sua liberdade.
E é essa realidade que me entristece profundamente: ver tantos inocentes perderem a vida por culpa de indivíduos brutais, cegos pela sede de domínio e incapazes de reconhecer a humanidade alheia.

Escritor







