A seleção das quinas continua a sua caminhada imperial na Europa. Num duelo de nervos na Arena Stožice, Portugal bateu a França por 4–1, carimbando o passaporte para a sua terceira final consecutiva do Campeonato da Europa da UEFA.
Apesar do resultado final parecer folgado, os comandados de Jorge Braz tiveram de sofrer perante uma seleção gaulesa audaz, que chegou a estar em vantagem e ameaçou o trono dos atuais bicampeões mundiais e europeus.
Crónica do Jogo: Do Susto à Reviravolta
A França entrou sem complexos na sua primeira meia-final de sempre. Aproveitando alguma lentidão inicial de Portugal, Mamadou Siragassy Touré inaugurou o marcador aos 4 minutos, num remate que ainda desviou em Bernardo Paçó. O susto quase aumentou quando a bola bateu no poste da baliza portuguesa pouco depois.

Contudo, a “mística” portuguesa apareceu no último minuto da primeira parte. Em apenas 30 segundos, dois lances de bola parada cobrados por Pany Varela mudaram o destino do jogo:
- Diogo Santos restabeleceu a igualdade com um remate cruzado.
- Tomás Paçó, com um vólei de primeira, colocou Portugal na frente (2–1) mesmo antes da buzina para o intervalo.
Na segunda metade, a experiência lusa geriu os ritmos. Erick ampliou para 3–1 após uma assistência brilhante de calcanhar de Tomás Paçó. Já nos instantes finais, com a França em 5×4 (guarda-redes avançado), o guarda-redes Bernardo Paçó aproveitou a baliza deserta para rematar de baliza a baliza; a bola acabou por embater no poste e, na tentativa desesperada de corte, Amine Gueddoura marcou na própria baliza, selando o resultado final.

Estatísticas do Jogo
| Categoria | França | Portugal |
| Resultado Final | 1 | 4 |
| Remates (Enquadrados) | 31 (11) | 38 (13) |
| Posse de Bola | 46% | 54% |
| Cantos | 8 | 10 |
| Faltas | 7 | 5 |
Estatísticas do torneio (Portugal no EURO 2026)
5 vitórias (5 jogos)
26 golos marcados (5.2 méd. por jogo)
8 golos sofridos (1.6 méd. por jogo)
3 cartões amarelos (0.6 méd. por jogo)
0 cartões vermelhos
O MVP (Player of the Match) da meia-final entre Portugal e França foi o fixo Tomás Paçó.

A distinção foi atribuída pelo Painel de Observadores Técnicos da UEFA, destacando a exibição completa do jogador do Sporting CP. Tomás Paçó foi decisivo em momentos fulcrais da partida:
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Golo da Reviravolta: Marcou o golo do 2–1 com um excelente remate de vólei, apenas segundos após o empate.
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Assistência de Classe: Na segunda parte, serviu Erick Mendonça com um passe de calcanhar brilhante para o terceiro golo português.
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Equilíbrio Defensivo: Além do contributo ofensivo, foi o pilar que estabilizou a defesa portuguesa após o golo sofrido logo aos 4 minutos.
Curiosamente, o seu irmão, o guarda-redes Bernardo Paçó, também foi muito elogiado pela crítica pela forma como recuperou emocionalmente após o erro no golo francês, acabando por fazer várias defesas importantes e participando no último golo da equipa.
“Sabíamos que a França ia arriscar tudo, mas a nossa maturidade competitiva veio ao de cima nos momentos decisivos,” afirmou o selecionador Jorge Braz após o encontro.
O Grande Reencontro na Final – Antevisão
Portugal terá agora pela frente o seu maior rival histórico: a Espanha. A “Roja” venceu a Croácia por 2–1 na outra meia-final, preparando o cenário para um Clássico ibérico no próximo sábado, dia 7 de fevereiro, às 18:30 (hora de Lisboa).
Portugal tem a vantagem psicológica de ter vencido os últimos confrontos decisivos, mas a Espanha parece mais sólida defensivamente neste torneio (sofreu apenas 4 golos até à final). Será um jogo de xadrez: quem errar menos na transição defensiva levará a taça para casa.
Fotógrafo/Editor/Engenheiro Eletrotécnico







