A cidade do Porto viveu hoje um dia de grande entusiasmo com a estreia do metroBus, o novo serviço operado pela Metro do Porto, que liga a Casa da Música (na Avenida da Boavista) e a Praça do Império (na Foz). Nesta fase de arranque e até final do mês de março, o metroBus é de utilização gratuita, estando aberto à experimentação dos cidadãos.
Desde cedo, as paragens encheram-se de passageiros curiosos. Famílias, jovens, trabalhadores e turistas quiseram experimentar a nova ligação. Houve fotografias, vídeos e muitos comentários positivos ao longo de todo o dia.

O percurso conta com sete paragens e tem uma duração aproximada entre 10 a 15 minutos, ligando de forma rápida a zona central à frente marítima. Os autocarros elétricos de grande capacidade circularam praticamente lotados, mas a viagem foi descrita como confortável, silenciosa e fluida. O corredor dedicado e a prioridade nos semáforos garantem rapidez e regularidade ao serviço.
A forte adesão confirma a procura por soluções de mobilidade mais eficientes na zona ocidental da cidade. Integrado no sistema Andante, o metroBus reforça a articulação com a restante rede de transportes públicos.

No primeiro dia, ficou um sinal claro: os portuenses aderiram em força a esta nova alternativa de mobilidade sustentável.
Quatro quilómetros, sete estações, entre as 06h30 e as 22h00
A Metro do Porto explica que, do ponto de vista operacional, o metroBus apresenta frequências de passagem de 10 minutos, nas horas de ponta (das 07h00 às 10h00 e das 17h00 e as 20h00). Fora delas e aos fins-de-semana e feriados, a perspetiva aponta para viagens a ocorrer de 15 em 15 minutos. Nesta fase, o horário de funcionamento diário situa-se entre as 06h30 e as 22h00.

O metroBus serve as avenidas ocidentais da Boavista e do Marechal Gomes da Costa, um percurso de quatro quilómetros de um término ao outro e que integra sete estações: Casa da Música, Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves, João de Barros e Império.
Trata-se de um serviço que alia a eficácia, pontualidade e fiabilidade já reconhecidas do sistema Metro à flexibilidade e ao conforto proporcionados pela mais recente geração de autocarros ecológicos, representando um avanço significativo na oferta de transporte público sustentável na cidade.

Em termos práticos, os passageiros podem entrar ou sair por qualquer uma das três portas laterais dos veículos, sendo a validação dos títulos feita nos validadores instalados nas estações e não no interior dos autocarros.
Estas viaturas são alimentadas a hidrogénio – que será produzido a partir de energia solar -, não produzindo emissões poluentes e contribuindo, assim, de forma significativa para a neutralidade carbónica e para o cumprimento das metas ambientais das Nações Unidas.

Todo o projeto do metroBus, que engloba ainda a ligação Boavista-Anémona, em construção, representa um investimento total de 76 milhões de euros, proveniente sobretudo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas também do Orçamento do Estado e do Fundo Ambiental.
com | Maria Paulo
Repórter







