Porta-voz do PAN diz que recentes demissões são de quem não estava comprometido

A porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, afirmou que as recentes demissões internas ocorreram por parte de membros sem compromisso com a agenda do partido.

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A porta-voz do Pessoas–Animais–Natureza (PAN), Inês Sousa Real, abordou a saída de vários dirigentes do partido nos últimos meses, considerando que se tratam de pessoas “que não estavam comprometidas” com a agenda do partido nem com a sua missão política.

“Estamos a falar de pessoas que pertencem à oposição e, portanto, claramente não estavam nem comprometidas com a sua própria lista da oposição e com a sua agenda e, menos ainda, com colaborar com o partido”, declarou à agência Lusa, à margem da apresentação da candidatura do PAN à Câmara da Maia e às juntas de freguesia do concelho.

Na sexta-feira, a Lusa noticiou a demissão de Vera Matos, cabeça de lista por Santarém nas últimas legislativas, que se desfiliou do PAN por entender que “não era uma mais-valia”.

Com esta saída, já são seis as demissões registadas no partido desde as legislativas de 18 de maio.

Sobre a saída de Vera Matos, Inês Sousa Real sublinhou: “Foi a própria Vera Matos que considerou que não constituía uma mais-valia e que, por isso mesmo, se não tem nada a dar ao PAN, portanto, é uma opção política da própria sair”.

A dirigente reiterou que o partido mantém pessoas comprometidas com os seus princípios, destacando os novos candidatos apresentados na Maia. “O PAN está fortemente comprometido e temos, como vimos ainda hoje aqui no concelho da Maia, pessoas fortemente comprometidas em darem voz aos valores do PAN. É dessas pessoas que o PAN precisa”, disse.

Inês Sousa Real declarou ainda que é saudável haver diferentes visões dentro do partido, e que respeita os que optam por sair. “Respeitamos se a oposição sente que não está aqui a fazer nada”, afirmou.

As demissões começaram a 23 de maio, dia das eleições legislativas, com a saída de Anabela Castro e Nuno Pires da Comissão Política Nacional. Seguiram-se, em 24 de maio, Pedro Fidalgo Marques, que abandonou a comissão política permanente, mantendo-se como membro da Comissão Política Nacional.

No fim de maio, Carolina Pia, cabeça de lista por Viseu, demitiu-se por divergências com a direção. Já Carlos Macedo, que se desvinculou na semana passada, acusou o PAN de estar “sem rumo, completamente à deriva” e com a liberdade de opinião interna “ferida”.

Em resposta às críticas, Inês Sousa Real declarou, a 23 de maio, ter liderado o partido com abertura e que tem a “consciência mais do que tranquila”, recusando alimentar o que classifica como “narrativas falsas e infundadas”.

OC/RPC/LUSA

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