O metro em Valongo e outras peripécias – Por Carlos A. Silva

Mais artigos

Começou o reboliço eleitoral em todo o Portugal. As musicas vindas dos automóveis caravanescos substituem os “tironis” dos carros dos bombeiros que, agora, estão em descanso nos quarteis.

Lutas partidárias em busca de um assento no poder, ora para as juntas ora para as câmaras. Há muitas apetecíveis financeiramente, pois o salário é em função dos número de habitantes.

Argumentos e mais argumentos são apresentados por candidatos às mais variadas autarquias. Cada concelho tem as suas mais valias e as suas lacunas.

Quantos abordam as lacunas para atacar as mais valias?! São conhecidos muitos casos de perdas de mandatos e até privação da liberdade por não resistência à manteiga, que, tal como o cão, lambe-a logo.

No meu concelho, Valongo, entre outros assuntos de interesse, está na berra a luta pela vinda do metro. Este tema foi por mim levado a candidatos, numa reunião aberta na junta de freguesia.

É inaceitável Valongo ter acumulado com todos os escombros que a micas “roeu” no subsolo, para produzir uma autentica selva densamente espessa, entre as cidades de Valongo e Alfena, sem que, como beneficio, pelo menos, também cá trouxesse esse transporte. Os concelhos de Valongo e da Maia estão bem juntinhos, mas tão distantes!

Que bom seria o metro fazer essa ligação, pois na Maia existe o maior parque industrial da região. Ah! Naquela selva negra atrás descrita também estão imensas toneladas do Estádio do Dragão.

Naquela altura, Valongo estava com as estradas todas rebentadas e conspurcadas, devido às largas dezenas de camiões carregados de lixo da construção do metro. Há lixo, mas não há metro.

O BEIÇUDO ENDOIDECEU

Numa bela feijoada, não resisto a uma bela bochecha de porco que, como se sabe, provoca um brilho nos olhos de quem aprecia esse acepipe.

Porém, acho que a partir desta semana, não vou sentir mais o desejo de degustar este prato, sem antes me certificar se não são umas beiças iguais às do deputado Filipe Melo, a quem atribuo a culpa de me fazer retrair no consumo, tal o nojo que senti ao ver as suas expressões labiais. Já não há polidez no Regimento do Parlamento? CHEGA de pouca vergonha.

CEGUEIRA OU MIOPIA JUDICIAL

Os portugueses podem estar descansadinhos com a venda que cobre os olhos da justiça. Ela é cega, de certeza. Quando o pau cair para punir não olha a quem. É cega! Pode é estar mal amarrada no Catulo e… se calhar, não ser totalmente cega. É que, as pessoas que tratam da justiça não podem ser cegas e, mais do que isso, não podem assobiar para os lados quando têm em mãos os processos-crime graves com arguidos em prisão preventiva.

Acontece que, recentemente, tiveram que libertar sete presos por excesso de preventiva. Aos fim de vinte e tal meses de cadeia!

Se calhar foi só desta vez!!!!

image_pdfimage_print
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Artigos mais recentes

- Publicidade -spot_img