É um lugar de profunda tristeza e dor, o campo de concentração de Auschwitz, também conhecido como Auschwitz-Birkenau, que se tornou o símbolo do genocídio perpetrado pela Alemanha nazi contra seis milhões de judeus europeus, um milhão dos quais morreram no campo entre 1940 e 1945, bem como mais de 100 mil não judeus.
Hoje, Dia Internacional da Memória do Holocausto, assinala-se os 80 anos da libertação deste complexo de 40 campos de concentração e extermínio que se tornou o símbolo do Holocausto, o centro do genocídio realizado pelos nazistas.
Quando os soviéticos chegaram para liberar o campo nazista, em 27 de janeiro de 1945, encontraram cerca de 7 mil prisioneiros. A maioria, pele e osso. Muitos nem conseguiam falar.

Neste espaço de terror, criado em 1940 nos subúrbios da cidade polaca de Oświęcim (Auschwitz), os nazis mataram durante a II Guerra Mundial centenas de milhares de judeus, polacos, ciganos e russos.
No portão de entrada para Auschwitz encontra-se uma inscrição trocista “Arbeit macht frei” (“O trabalho liberta”). O campo era um lugar de trabalho escravo dos oponentes do regime hitlerista e dos povos dos países ocupados. Os prisioneiros viviam em edifícios que se encontravam fora do portão do campo.
Ao longo de quatro anos e meio, 1 milhão e 300 mil pessoas foram enviadas para Auschwitz, como parte da Solução Final de Hitler em relação aos judeus.
Desse total, 1 milhão e 100 mil pessoas morreram aqui, neste aglomerado de enxovias, onde existem atualmente exposições temorosas de objetos pessoais roubados a prisioneiros e mortos.

Muito já foi escrito sobre os horrores que ocorreram dentro dessas paredes, mas uma visita ao Memorial e Museu de Auschwitz-Birkenau traz à tona sua história de arrepiar.
Vários líderes europeus assinalaram esta segunda-feira os 80 anos da libertação do campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, construído pelos nazis durante a II Guerra Mundial na Polónia, e apelaram para que a memória do Holocausto não desapareça.
Em Portugal, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou à “memória em relação ao anti-semitismo e outras formas de ódio, para que não se repitam“, enquanto o primeiro-ministro, Luís Montenegro, utilizou a plataforma social X (antigo Twitter) para assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, lembrando que a “desumanidade que destruiu vidas e famílias. Lembrar é impedir que algum dia se possa repetir essa atrocidade”.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, manifestou a sua solidariedade com as vítimas dos campos de concentração e de extermínio da Alemanha Nazi.
Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cujo país luta contra a invasão russa há três anos, apelou esta segunda-feira ao mundo que “impeça que o mal vença“.
Por seu turno, o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, prometeu que o seu país “não cederá perante o anti-semitismo em todas as suas formas“.

O presidente da Polónia, Andrzej Duda, disse que “os polacos são os guardiões da memória” das vítimas dos nazis nos campos de Auschwitz-Birkenau, que foi libertado pelo exército soviético há 80 anos.
Auschwitz-Birkenau tornou-se o símbolo do genocídio perpetrado pela Alemanha nazi contra seis milhões de judeus europeus, um milhão dos quais morreram no campo entre 1940 e 1945, bem como mais de 100 mil não judeus.
OC/MP
Fotos | Ecclesia-CidadeVaticano (2018), KLM-Royal Dutch Airlines, Sputnik via AFP (2021), Personal Statements From Victims of Nazi Medical Experiments – direitos reservados
Jornalista free-lancer














