A primeira parte do jogo foi um pesadelo para o FC Porto. O Vitória, acabado de vencer a Taça da Liga, entrou na partida com uma dinâmica, vontade, velocidade e pressão constante no reduto mais defensivo dos portistas,o que surpreendeu.

O FC Porto, na primeira parte, teve o mérito de aceitar, com humildade, a superioridade dos minhotos. Acantonou-se, muitas vezes, no seu meio campo e procurou defender-se bem. E defendeu. Com destaque para Thiago Silva e Diogo Costa.

A equipa minhota dominava, mas não conseguia romper o muro defensivo dos “azuis e brancos”. Saviolo, Samu, Ndoye e Camará obrigavam os portistas a defender e a defender muito. A maior parte das vezes, bem.
Apesar de estar a ser pressionado, o FC Porto poderia ter-se adiantado no marcador. Num contra-ataque pela direita, Alberto Costa foi rasteirado na área. E depois de ir ao VAR, o árbitro João Gonçalves assinalou “penalty”. Mas Samu (do FC Porto) falhou, atirando a bola ao poste.
Os vimaranenses festejaram este falhanço como de um golo seu se tratasse.
E continuram a carregar no acelerador do ataque. E o FC Porto via-se obrigado a defender ainda mais.
Oskar – o agitador
Na segunda parte, o FC Porto veio diferente – a jogar melhor, mais rápido e a aproximar-se com muito perigo da baliza vitoriana. Gabri Veiga , Pepê e Borja Sainz, “escondidos” nos 45 minutos iniciais, começaram a aparecer. E o Vitória começou a recuar e a errar. E o jogo entrou numa fase equilibrada.
Mas guardado estava o bocado… Farioli foi mexendo na equipa, mas sem resultados práticos. Até que chamou o seu último reforço. Chegado há pouco tempo à Invicta, o jovem polaco ( 17 anos), Oskar Pietuszewski foi a figura do jogo, apesar de só ter jogado pouco mais de 15 minutos. Entrou e mexeu com o jogo. O lado esquerdo do ataque portista, passou a funcionar em pleno. Pietuszewki, nas quatro vezes em que tocou na bola, fez a diferença. Numa delas, passou por um defesa do Vitória e foi rasteirado na área. O lance teve de ser analisado pelo Var e o árbitro assinalou (bem) grande penalidade.

Ao contrário de Samu, Varela concretizou. E fez o único golo da jogo.
O jovem polaco ainda criou outro lance de perigo, este fora da área, que obrigou Telmo Arcanjo a recorrer à falta, vendo o segundo cartão amarelo.
O Vitória merecia o empate, sem dúvida. E o FC Porto soube sofrer, aceitou a superioridade quando os minhotos a tiveram e foi procurando equilibrar o jogo, o que conseguiu.
O árbitro, João Gonçalves, fez um bom trabalho, tal como o VAR.
Ficha
Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães
Vitória de Guimarães – FC Porto, 0-1.
Ao intervalo: 0-0.
Marcadores:
0-1, Alan Varela, 85 minutos (grande penalidade).
Vitória de Guimarães: Castillo, Tony Strata, Miguel Nóbrega, Rodrigo Abascal, Lebedenko, Gonçalo Nogueira (Fabio Blanco, 88), Beni Mukendi (Mitrovic, 88), Samu (Diogo Sousa, 76), Oumar Camará (Telmo Arcanjo, 76), Noah Saviolo e Ndoye (Gustavo Silva, 65).
Suplentes: Charles, Miguel Maga, Thiago Balieiro, Mitrovic, Diogo Sousa, Telmo Arcanjo, Fabio Blanco, Rodrigo Duarte, Gustavo Silva.
Treinador: Luís Pinto.
FC Porto: Diogo Costa, Alberto (Bednarek, 88), Thiago Silva, Kiwior, Martim Fernandes, Alan Varela, Froholdt, Gabri Veiga (Rodrigo Mora 60), Pepê (William Gomes, 60), Borja Sanz (Pietuszewski, 72) e Samu (Deniz Gül, 72).
Suplentes: Cláudio Ramos, Bednarek, Prpic, Francisco Moura, Stpehen Eustáquio, Pietuszewski, Rodrigo Mora, William Gomes e Deniz Gül).
Treinador: Francesco Farioli.
Árbitro: João Gonçalves (Porto).
Ação disciplinar: cartão amarelo para Alan Varela (32), Beni Mukendi (54), Telmo Arcanjo (79 e 90+9), Lebedenko (90+4) e Pietuszewski (90+5). Cartão vermelho para Telmo Arcanjo por acumulação de cartões amarelos (90+9).
Assistência: 28.526 espetadores.
Reportagem OC: Alberto Jorge Santos (Texto) e Gonçalo Bravo (Fotos)
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