O FC Porto garantiu ontem a qualificação direta para os oitavos de final da Liga Europa de futebol, ao bater os escoceses do Rangers por 3-1, numa partida em que reagiu a uma desvantagem madrugadora.
No Estádio do Dragão, em partida da oitava e última ronda da fase de liga, os “azuis e brancos” viram o adversário adiantar-se no marcador logo aos cinco minutos, por Djeidi Gassama, mas responderam ainda no primeiro tempo, com três golos em 14 minutos.
Rodrigo Mora, aos 27 minutos, Francisco Moura, aos 36, e Emmanuel Fernandez, na própria baliza, aos 41, apontaram os tentos da remontada portista.
Com este resultado, o FC Porto concluiu a fase de liga, no quinto posto, com 17 pontos, estando assim isento, tal como o Braga, o outro representante luso em prova, de disputar o play-off de acesso aos “oitavos”.
O Rangers apresentou-se na partida já sem hipóteses matemáticas de seguir em frente, com apenas quatro pontos, mas vinha de uma série de oito vitórias consecutivas entre campeonato escocês e Liga Europa, que o conjunto português conseguiu agora interromper.
Aos seis minutos, na primeira fase de construção portista, Jakub Kiwior entregou a bola de forma comprometedora em Tavernier, que rapidamente soltou em Findlay Curtis, para este cruzar ao segundo poste, onde apareceu Djeidi Gassama sozinho a cabecear para o fundo das redes.
O golo causou apreensão generalizada entre os adeptos portistas e galvanizou o significativo contingente de adeptos escoceses na cidade “invicta”, numa altura em que os comandados de Farioli dominavam a partida, por força das necessidades, mas sempre com demonstrações de nervosismo.

Numa jogada conduzida por William Gomes, pelo corredor direito, Meghoma efetuou um corte defeituoso para o “coração” da área, onde surgiu Rodrigo Mora, oportuno, a igualar a partida, aos 27 minutos.
O golo do jovem médio deu uma maior tranquilidade aos portistas, que rapidamente consumaram a reviravolta no marcador, aos 36 minutos, num lance insólito, concluído com sucesso por Francisco Moura.
Após uma bola longa projetada por Bednarek para as costas da defensiva escocesa, o lateral direito e o guarda-redes de Rangers, Tavernier e Butland colidiram, com a bola a sobrar para Moura marcar tranquilamente de calcanhar.
A senda muito positiva dos portistas prosseguiu com o 3-1 ainda antes do intervalo, aos 41 minutos, a partir de um pontapé de canto cobrado por William Gomes, com Emmanuel Fernandez a desviar de forma infeliz para a própria baliza. Foi o 15.º golo portista da marca de canto na presente temporada.
Gerir
No segundo tempo, o FC Porto entrou em “modo de gestão”, mantendo o controlo da bola sem grandes aproximações à baliza contrária, frente a um Rangers que já não tinha nada a ganhar com a obtenção de um resultado diferente.
Os “dragões” não dependiam apenas do seu triunfo, mas sabiam que apenas uma conjugação de resultados altamente complexa e improvável, até tendo em conta a forma como outros jogos decorriam, poderia ‘atirar’ o clube para fora do top 8.
Entre longos períodos de ausência de ação junto às duas balizas, Pepê, já aos 85 minutos, teve uma grande oportunidade para dilatar a vantagem portista, na sequência de uma excelente arrancada de Borja Sainz.

O brasileiro, em posição muito favorável no interior da área, rematou fraco para as mãos do guarda-redes, com a partida a terminar em 3-1 pouco depois.
Ficha
Estádio do Dragão, no Porto.
FC Porto – Rangers, 3-1.
Ao intervalo: 3-1.
Marcadores:
0-1, Djeidi Gassama, 6 minutos.
1-1, Rodrigo Mora, 27 minutos.
2-1, Francisco Moura, 36 minutos.
3-1, Emmanuel Fernández, 41 minutos (na própria baliza).
FC Porto: Diogo Costa, Alberto Costa (Martim Fernandes, 61), Bednarek, Kiwior, Francisco Moura, Alan Varela, Rodrigo Mora (Gabri Veiga, 80), Froholdt (Pablo Rosario, 68), William Gomes (Borja Sainz, 61), Pepê e Samu (Deniz Gül, 68).
Suplentes: Cláudio Ramos, João Costa, Martim Fernandes, Prpic, Gabriel Brás, Zaidu, Pablo Rosario, Gabri Veiga, Eustáquio, André Miranda, Deniz Gül, Borja Sainz.
Treinador: Francesco Farioli.
Rangers: Butland, Tavernier, Emmanuel Fernández (Antman, 58), Djiga, Max Aarons, Meghoma (Souttar, 46), Diomandé, Raskin, Gassama (Miovski, 58), Chermiti (Aasgaard, 70) e Findlay Curtis (Mikey Moore, 70.
Suplentes: Liam Kelly, Kieran Wright, Souttar, Kerr, Aasgaard, Josh Gentles, Alexander Smith, Antman, Miovski, Mikey Moore, Lewis Stewart).
Treinador: Danny Rohl.
Árbitro: Jasper Vergoote (Bélgica).
Ação disciplinar: cartão amarelo para Max Aarons (50).
Assistência: 38 213 espetadores.








