Já tive um Hitler e um Lenine nas mãos – Por Victor Carvalho

Mais artigos

Na minha vida profissional, nos tempos em que não existia RGPD -Regulamento Geral de Proteção de Dados, passaram-me pelas mãos vários Bilhetes de Identidade quer de um Hitler quer de um Lenine.

Jamais esqueci isso e, na altura, já lá vão uns bons anos, comentei com quem comigo estava – “Já viu os nomes destes candidatos”?

A admiração e estupefação foram imediatas.

Impressionante.

Como é possível o Estado aceitar esses nomes?

A moda ia consoante o tempo político.

Lá iam os progenitores à Conservatória e ficavam registados os nomes.

A Cultura dos povos é influenciada por muitos fatores, políticos, económicos, sociais, culturais…

Salazar(es), foram às dezenas os candidatos/as. Claro que está percetível para todos a influência política do nosso antigo ditador, a inspirar esse nome nas famílias.

O processo de aculturação também chegou pelas telenovelas.

Os atores/artistas, de maior relevo, inspiravam as famílias, fosse o recém-nascido menino ou menina, havia gostos para tudo. A título de exemplo, quantos Márcios foram registados, nos anos 80, do século passado?

Havia um Márcio numa telenovela da época.

Cada tempo é um tempo… importante é que esse tempo seja de tolerância, respeito e de inclusão.

Que o sistema político vigente não aceite a propagação de ideias de vingança, ódio … senão temos uma cultura enviesada e doente.

A Democracia tem os seus valores e regras.

Não é neutra.

A Democracia deve fazer valer os seus princípios, daí a importância de os Governos respeitarem a Constituição e, também, fazê-la respeitar.

A Bem da Democracia, que tanto precisamos de valorizar e aperfeiçoar, que se desenvolvam e aprofundem os valores do Estado de Direito e do Estado Democrático.

image_pdfimage_print
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Artigos mais recentes

- Publicidade -spot_img