GP Espanha de F1 – “Dobradinha” da Mclaren e castigo para Verstappen

O australiano Oscar Piastri da Mclaren venceu o Grande Prémio de Estanha de F1 2025, após corrida memorável este fim de semana ; o circuito da Catalunha foi epicentro de uma revolução técnica. Na pista, a Mclaren mostrou ser a mais forte.

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Oscar Piastri vence na Catalunha. Foto de F1.COM

Enquanto a equipa de Woking celebrava uma “dobradinha” dominante, a Red Bull Racing enfrentava um dia para esquecer, com uma estratégia agressiva para Max Verstappen a revelar-se um tiro pela culatra e um final de corrida desastroso que levou Max ao 10º lugar, consequência dos 10 segundos de penalização por provocar um incidente caricato com George Russel.

A antecipação para esta corrida era palpável, não só pela sua história, mas sobretudo pela introdução da Diretiva Técnica TD018, que visava restringir a flexibilidade das asas dianteiras. Isto desencadeou uma verdadeira corrida ao desenvolvimento, com a maioria das equipas a apresentar pacotes de atualização significativos.

A Corrida às atualizações: TD018 dita o ritmo

O relatório técnico pré-corrida detalhava a extensão das mudanças. A Ferrari focou-se na rigidez da sua asa dianteira e na otimização do fundo plano. A Red Bull também reviu a sua asa dianteira para cumprir a TD018, com ajustes aerodinâmicos adicionais. A Mercedes, por sua vez, trouxe um pacote extenso: asa dianteira reforçada, um novo bordo externo do fundo com mais geradores de vórtices, vedações do fundo com perfil interno redesenhado, uma asa traseira específica para Barcelona e novas opções de refrigeração com mais grelhas (louvres).
A Sauber apresentou um pacote abrangente, com alterações na asa dianteira, fundo e cobertura do motor – que se revelaram cruciais, dando um excelente 6º lugar a Nico Hulkenbeg.

Notavelmente, a McLaren não submeteu novas atualizações, tendo já antecipado a TD018 com uma asa adaptada em Imola. Uma decisão que, em retrospetiva, demonstrou a confiança e a eficácia do seu pacote existente.

Qualificação: McLaren domina, Verstappen em terceiro

A sessão de qualificação de sábado já dava sinais do que estava para vir. Oscar Piastri, da McLaren, conquistou uma pole position impressionante com 1:11.546, superando o seu colega de equipa Lando Norris, que garantiu a primeira linha completa para os Papayas. Max Verstappen, apesar das atualizações da Red Bull, não conseguiu ir além do terceiro lugar, partilhando a segunda linha com George Russell da Mercedes. Lewis Hamilton, agora na Ferrari, qualificou-se em quinto, com o promissor Kimi Antonelli (Mercedes) em sexto e Charles Leclerc (Ferrari) em sétimo, indicando que as atualizações da Scuderia e da Mercedes ainda poderiam necessitar de mais afinação para extrair todo o potencial.


Corrida: Domínio Papaya, estratégia da Red Bull desaba e Hulkenberg brilha

Oscar Piastri a dar cada vez mais provas do que ambiciona para o campeonato de 2025. Foto de: F1.com

No domingo, a história foi escrita em tons de laranja. Oscar Piastri converteu a sua pole numa vitória dominante, liderando de forma consistente e gerindo as suas três paragens nas boxes com mestria. Lando Norris completou a festa da McLaren com o segundo lugar, selando uma “dobradinha” que não deixa dúvidas sobre a atual forma da equipa.

O “safety car”, no final da corrida, abriu a possibilidade de Charles Leclerc, da Ferrari, capitalizar o ritmo do seu SF-24 atualizado para garantir um pódio em terceiro, aproveitando a única opção de Max Verstappen fazer uma quarta paragem para duros, seguido de perto por George Russell, da Mercedes, em quarto.

Nico Hulkenberg a ascender ao 6º lugar em prova surpreendente.. Foto de F1.COM

A grande surpresa do dia foi Nico Hulkenberg. O piloto da Kick Sauber, beneficiando claramente das extensas atualizações da equipa (asa dianteira, fundo, cobertura do motor), realizou uma corrida fantástica para terminar em quinto.

Lewis Hamilton (Ferrari) fechou em sexto, numa corrida de recuperação mas ainda longe do ritmo do companheiro de equipa Charles Leclerc e viu-se mesmo ser ultrapassado nas últimas voltas por Nico Hulkenberg.

Max Verstappen e George Russel em incidente que teve como consequência 10 segundos de penalização para o Neerlandês. Foto de F1.COM

O drama maior envolveu a Red Bull e Max Verstappen. A equipa austríaca, conhecida pela sua astúcia estratégica, optou por uma abordagem agressiva de três paragens para o neerlandês. No entanto, a estratégia claramente não surtiu o efeito desejado. O RB21, mesmo com a nova asa dianteira, não demonstrou o ritmo avassalador de outrora, e o desgaste dos pneus, assim como a traseira “solta” pareceu ser um problema que se manteve desde sexta-feira e não permitiu a Max tirar o máximo do carro. A aposta não só falhou em catapultar Verstappen para a frente, como acabou com o tetra campeão mundial a um modestíssimo décimo lugar, resultado final após penalização, atrás de Isack Hadjar (Racing Bulls), Pierre Gasly (Alpine) e Fernando Alonso (Aston Martin). O seu colega de equipa, Yuki Tsunoda, também com quatro paragens, terminou apenas em 13º, evidenciando um dia para esquecer para a equipa de Milton Keynes.

Conclusão: Uma Nova Ordem à Vista?

O GP de Espanha de 2025 demonstrou que a McLaren está, de facto, na luta pelo topo, com um monolugar bem-nascido e uma execução impecável. A Ferrari e a Mercedes mostraram que as suas atualizações são um passo na direção certa, mas ainda têm trabalho pela frente para alcançar a equipa de Woking.

Para a Red Bull, este fim de semana serve de alerta. A falha estratégica, combinada com um ritmo de corrida aquém do esperado apesar das atualizações, levanta questões sobre se a sua interpretação da TD018 foi a mais eficaz ou se outros fatores estão a comprometer o seu domínio. O campeonato ganha, assim, um novo fôlego, com a certeza de que a batalha pelo desenvolvimento técnico será tão crucial quanto as batalhas em pista nas próximas etapas.

Classificação:

1º O. Piastri, McLaren

2º L. Norris, McLaren

3º C. Leclerc, Ferrari

4º G. Russel, Mercedes

5º N. Hulkenberg, Sauber

6º L. Hamilton, Ferrari




 Ivan Domingues – o primeiro Português a vencer uma corrida na F3

Ivan Domingues comemora a primeira vitória na F3. Foto de F1.COM


Ivan Domingues alcançou a sua primeira vitória na FIA Fórmula 3, ao vencer a Corrida Sprint de Barcelona, tornando-se assim o primeiro piloto português a triunfar no Campeonato.

 Liderou uma “dobradinha” da Van Amersfoort Racing, à frente do seu colega de equipa Santiago Ramos, que recuperou do oitavo lugar da grelha de partida para a segunda posição.

 

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