Gelo. A tradução integral da nova polícia americana, que não respeita regras e regulamentos e assassina americanos(as) a sangue-frio, tem o nome pomposo de ICE, à imagem do seu criador (um tal Bovino) que sugere a sua deportação imediata no rol dos imigrantes.
Este individuo era “Oriundo de uma família de imigrantes, Gregory Bovino tornou-se uma das figuras mais visíveis da política de imigração defendida por Donald Trump nos EUA. Bisneto de italianos que emigraram para o continente americano em 1909 — regularizando a sua situação apenas em 1927 — Bovino era chefe da Patrulha Fronteiriça dos EUA (U.S. Border Patrol), tendo assumido a coordenação de várias (muito criticadas) operações federais de controlo migratório.” Expresso.
Trump demitiu-o para escolher outro…ainda pior. É caso para desabafar “Fosga-se”! “Não sirvas a quem serviu, nem peças a quem pediu”. Este é um desabafo suave. Quando nos sentimos na obrigação de explicar que 6 polícias não podem matar um homem indefeso, ou uma mulher desarmado (s)…algo esta errado nesta sociedade. Os valores estão “de pernas para o ar” e perigosamente o sistema democrático em risco com o beneplácito dos americanos.
Esfuma-se o “El Dorado” de 200 anos de exemplos de democracia. Priet foi gaseado, agredido, desarmado e executado com 10 tiros, pelas costas…não bastava um, queriam mesmo executa-lo. Renée Good uma cidadã americana, escritora e poetisa de 37 anos, executada a tiro por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) em Minneapolis. “A sua morte ocorreu durante uma operação federal, gerando protestos significativos e controvérsia sobre o uso da força.” Estamos entendidos? Ou ainda restam dúvidas? Estes cidadãos americanos eram pessoas de bem com família e com vida resguardada na sociedade americana. Um era enfermeiro, num hospital de veteranos de guerra, estimado pela comunidade e defensor de Trump e a outra, poetisa e escritora.
O karma é terrível! É preciso deixar claro, que este Trump é forte com os fracos e encolhe-se com os fortes, um cobarde que, assumidamente, aumentou em 700% o orçamento do ICE (gelo) e contratou condenados a 6 de Janeiro, pela evasão do Capitólio, incentivou e preparou para as forças policiais, a quem paga 200.000 dólares por ano. É preciso, também, clarificar que implementou uma lei de rusga e precisão, sem ação judicial e impediu a investigação do Estado de Minnesota ao último homicídio entregando ao seu amigo e nomeado do FBI. Reafirmo que a morte destes americanos, não pode ser esquecida sob pena de se hipotecar o futuro das liberdades e democracias em sociedades desenvolvidas. Esta gente que o apoia e ainda tem dúvidas, deveria ter vergonha do que dizem e que, ao menos a política os ajude a toldar a mente de humanidade e capacidade para distinguirem o certo do errado.
Trump montou uma estratégia planeada, não por erro, nem omissão …mas para criar o caos e impor a Lei Marcial nas cidades americanas, enviando a Guarda Nacional para impedir as eleições a 3 de Novembro, enquanto isso, os americanos estão atónitos e paralisados com este terror. Ai, se o arrependimento matasse! Os portugueses devem pensar neste exemplo quando vão a eleições, se bem que, o Ventura cá do sitio, serve como “boneco de feira” amestrado à imagem de Trump. Reafirmo esta reflexão, porque não é novo, Trump já o tinha feito em Chicago no 1º mandato, inventando eleições falsas,
mas teve um Vice-Presidente que o enfrentou. É completamente louco o homem. Desta vez os americanos e o mundo estão tramados porque o poder esta na mão dos militares e se não lhe fizerem frente, a América e o mundo, vão mergulhar em tempos difíceis, obscuros e terríveis.
Os EUA sempre serviram como exemplo, às Nações, como organização do sistema que defenderam, com quase todos a quererem seguir o seu exemplo. T
alvez acordem, finalmente, para a realidade ou então, vão ter um amanhã pior. Não tenham dúvidas. Trump não fará rigorosamente nada ou melhor, o que fará, serão números circenses para entreter os apoiantes, como fez na Venezuela! Parece que faz para entreter os apoiantes. Já aconteceu no Irão, quando atacou e não mudou nada, nem sequer “abanou” o seu programa nuclear e a decisão de abandonar a monitorização, do mesmo programa, foi dele e mais ninguém.
Precisamos de ter memoria coletiva e para isso preciso de recordar a todos que leem que este individuo tem um histórico de comportamento criminal porque esta associado aos ficheiros Epstein, com acusações gravíssimas e considero que qualquer pessoa que defenda este energúmeno é moralmente cúmplice.
Pelosi tinha razão ao não suportar a presença física deste idiota que nunca deveria ter sido Presidente dos EUA, nem na primeira vez…muito menos na segunda. Os Republicanos pagarão o preço desta desordem interna e externa, que este louco está a provocar com o objetivo de ganhos pessoais. Acredita que é eterno. Façam uma aprendizagem coletiva sobre a politica internacional.

Docente na Atlântico Business School/Doutorado em Ciências da Informação/ Autor do livro ” Governação e Smart Cities”







