Fórum Associativo Lisboa 2026 realiza-se em Março no Areeiro

O Fórum Associativo Lisboa 2026, organizado pela Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa, realiza-se no próximo dia 7 de março de 2026, entre as 9h00 e as 18h30, no Igreja de São João de Deus, situado na Freguesia do Areeiro, em Lisboa.

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O evento reunirá dirigentes associativos, representantes institucionais, autarcas, agentes culturais e membros da sociedade civil, com o objetivo de debater os desafios e oportunidades do movimento associativo na cidade de Lisboa, promover boas práticas e reforçar redes de cooperação entre coletividades.

Local
Auditório da Paróquia da Igreja São João de Deus, na freguesia do Areeiro, na cidade de
Lisboa.
Data
7 de março de 2026.

Estrutura do evento

Constituição de temas ao longo do dia com exposição de ideias e interação com as
coletividades. Constituição de um painel de oradores de “craveira”. Experiente e jovem com
capacidade de “romper” com o que até aqui foi constituído. Evento a decorrer ao longo do
dia com pausa para um almoço.

Programática 

Desenvolvimento de um fórum constituído por quatro temas, ou “chaves” temáticas para
o desenrolar da iniciativa. Cada tema terá um moderador e dois oradores convidados,
dividido em duas partes. Uma primeira parte de desenvolvimento do tema onde o
moderador coloca os oradores perante pressupostos que alavancam o respetivo tema. A
segunda parte permite ao público (dirigentes), interpelar ou colocar questões aos
respetivos oradores. A intervenção dos dirigentes é feita por inscrição prévia. O número de
intervenções está sujeito ao tempo previamente disponível.
8h30 : Receção das coletividades e dirigentes.
9h00 : Receção de entidades convidadas, oradores e moderadores.
9h15 : Discursos de abertura.
9h30 : Tema 1 – Fiscalidade no movimento associativo.
A fiscalidade no movimento associativo assume-se como um dos temas para o Fórum
Associativo Lisboa 2026, na medida em que condiciona diretamente a sustentabilidade, a
autonomia e a capacidade de intervenção das coletividades.
O Fórum propõe-se, assim, como um espaço de partilha, debate crítico e construtivo sobre
a fiscalidade aplicada ao movimento associativo, trazendo para a “praça pública” as
dificuldades reais vividas pelas coletividades lisboetas e promovendo soluções concretas
e exequíveis. Muitas coletividades desconhecem os reais deveres e obrigações. Ao colocar
a fiscalidade no centro da discussão, reforça o reconhecimento do associativismo como
pilar essencial da coesão social, defendendo um enquadramento fiscal que não penalize,
mas antes potencie, a sua ação presente e futura.
11h00 : “Coffee break” / Pausa.

11h30 : Tema 2 – Financiamento público no movimento associativo.
O financiamento público e privado no movimento associativo constitui um dos pilares
fundamentais para a sua sustentabilidade, autonomia e capacidade de resposta aos
desafios sociais, culturais e territoriais da cidade de Lisboa. As coletividades
desempenham um papel essencial na coesão social, na promoção da cultura, do desporto
e da cidadania ativa, mas enfrentam, frequentemente, dificuldades no acesso a modelos
de financiamento estáveis, diversificados e adequados à sua realidade. A dependência
excessiva de apoios pontuais, a complexidade dos mecanismos de candidatura e a falta de
previsibilidade comprometem a continuidade dos projetos e limitam a inovação no setor.
ação do impacto social e a criação de instrumentos de apoio
plurianuais que reforcem a confiança entre o poder público e o movimento associativo. 

14h30 : Tema 3 – Regeneração de dirigismo e juventude.
A regeneração do dirigismo e a participação da juventude no movimento associativo
assumem-se como um desafio estratégico para o futuro das coletividades da cidade de
Lisboa. O envelhecimento das estruturas dirigentes, a dificuldade na renovação de
lideranças e o afastamento progressivo dos jovens da participação cívica organizada
colocam em risco a continuidade, a inovação e a relevância do associativismo. Perante
uma cidade dinâmica, multicultural e em constante mudança, torna-se essencial repensar
modelos de gestão, liderança e envolvimento, adaptando-os às novas formas de
participação, comunicação e mobilização das gerações mais jovens.
O Fórum do Associativismo Lisboa 2026 propõe-se, assim, como um espaço de reflexão e
ação sobre a regeneração do dirigismo associativo, promovendo a capacitação, a partilha
de boas práticas e a criação de mecanismos que incentivem a entrada de jovens nos
processos de decisão. Valoriza-se o cruzamento entre a experiência acumulada dos
dirigentes mais antigos e a energia, criatividade e visão crítica da juventude, promovendo
uma transição geracional equilibrada e inclusiva. Ao reforçar o papel dos jovens como
agentes ativos e não apenas como destinatários de atividades, o fórum afirma o movimento
associativo como um espaço vivo de cidadania, capaz de se renovar, de responder aos
desafios contemporâneos e de garantir a sua sustentabilidade no futuro da cidade de
Lisboa.
16h00 : “Coffee break” / Pausa.

16h30 : Tema 4 – Nova conjuntura social e novos residentes: impacto no
associativismo.
A nova conjuntura social e demográfica da cidade de Lisboa tem vindo a transformar
profundamente o tecido urbano e comunitário, colocando novos desafios e oportunidades
ao movimento associativo. O crescimento da diversidade cultural, a chegada de novos
habitantes nacionais e internacionais, a mobilidade permanente, o envelhecimento da
população residente e, simultaneamente, a presença de uma população jovem e
transitória redefinem as formas de pertença, participação e envolvimento cívico. Estas
mudanças alteram os padrões tradicionais de associação, exigindo estruturas mais
flexíveis, inclusivas e capazes de responder a realidades sociais cada vez mais complexas
e heterogéneas.
18h00 : Discursos de encerramento.
18h30 : Encerramento.

Painel de oradores

Tema: Fiscalidade no Movimento Associativo Popular.
Sónia Maria Ribeira Lucas.
Licenciada em Gestão pelo Instituto Superior de Economia e Gestão pela Universidade
Técnica de Lisboa. Mestrado em contabilidade pelo Instituto Superior de Ciência Sociais e
Políticas.
Consultora técnica na área de contabilidade e fiscalidade, integrando o departamento de
consultoria técnica da Ordem dos Contabilista Certificados, com responsabilidade por
pareceres, análises e orientações técnicas.
Entidade: Ordem dos Contabilistas Certificados.

Prof.ª Clotilde Celorico Palma.
Professora Coordenadora da área de Fiscalidade no Instituto Superior de Contabilidade e
Administração de Lisboa (ISCAL), lecionando unidades curriculares como Direito Fiscal
Internacional e Planeamento Fiscal, entre outras.
Doutoramento em Ciências Jurídico-Económicas, especialidade em Direito Fiscal, pela
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Mestrado em Direito das Comunidades Europeias, Faculdade de Direito da Universidade
de Lisboa.

Prof.º Vasco Valdez Matias
Professor universitário e especialista em Direito Fiscal e Finanças Públicas.
Professor Coordenador no Instituto Superior de Contabilidade e Administração de
Lisboa (ISCAL).
Docente responsável por disciplinas em Direito Fiscal e Fiscalidade.
Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, XV Governo Constitucional (2002
2004).


Tema: Financiamento no movimento associativo.
Pedro Nunes
Consultor e Gestor de projetos na empresa Logframe.
Experiência no desenvolvimento de matrizes de enquadramento lógico, definição
de indicadores, elaboração de relatórios técnicos e acompanhamento de projetos
financiados por organizações nacionais e internacionais.

Artur Botão
Presidente da Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa
Contabilista de profissão.
Presidente da Associação Academia do Lumiar 1.º de Junho de 1883.
Coordenador da Marcha Popular do Lumiar até 2023.

Tema: Regeneração de dirigismo e juventude.
Dr. º Ricardo Gonçalves
Presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude
Competências em políticas de juventude e promoção do desporto.
Licenciado em Economia pela Universidade Lusíada de Lisboa.
Pós-graduação em Direito das Autarquias Locais.
Presidente da Câmara Municipal de Santarém.

Pedro Miguel Pinto.
Presidente da Direção da Associação de Moradores do Bairro da Fonte Santa.
Atualmente com 20 anos de idade, é um dos mais jovens presidentes de uma coletividade
na cidade de Lisboa. Aos dezoito anos decidiu fundar a associação que presidente.
É marceneiro, profissão e tem o 12.º ano de escolaridade.
Tema: Nova conjuntura social e novos residentes. Impacto no associativismo.

Dr. º Simone Tulumello

Investigador Principal / Professor Associado em Geografia Humana — Instituto de Ciências
Sociais, Universidade de Lisboa. Investigador Auxiliar em Geografia Humana — Instituto de
Ciências Sociais, Universidade de Lisboa.
Investigador Auxiliar em Geografia Humana — Instituto de Ciências Sociais, Universidade
de Lisboa.
Doctor Europaeus — PhD em Urban and Regional Planning, Università degli Studi di
Palermo, Itália.
Laurea Magistrale em Engenharia Civil–Arquitetura, Università degli Studi di Palermo.
Habilitação em Geografia Humana (Título de Habilitação de Coordenação Científica) —
Universidade de Lisboa.
Entidade: Instituto de Ciências Sociais – Universidade de Lisboa

DLBC – Associação para o Desenvolvimento Local de Base Comunitária de
Lisboa.

Organização que promove o desenvolvimento de territórios através de estratégias definidas
e implementadas pelas próprias comunidades locais. Através de parcerias entre
entidades, procura desenvolver modelos eficazes de cogovernação local que favoreçam a
implementação de projetos e ações para fomento da inclusão e coesão social e territorial.
Exemplos dessas áreas de intervenção incluem: empreendedorismo e economia local,
inclusão social, cultura e património, ambiente e sustentabilidade, educação, saúde e
qualidade de vida.
Gonçalo Folgado: é um técnico e dirigente associado a iniciativas de Desenvolvimento
Local de Base Comunitária (DLBC), com intervenção na dinamização de projetos de
inclusão social, capacitação comunitária e apoio ao movimento associativo em contexto
urbano.

 Painel de moderadores

Filomena Lança
Jornalista.
Redatora principal e coordenadora de Economia no Jornal de Negócios.
Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Formação em Jornalismo – Curso de Formação Geral para Jornalistas do Cenjor.

Vítor Machado
Radialista, locutor e dirigente de rádio comunitária.
Foi um dos fundadores da Rádio Movimento na sua primeira fase, funcionando em
Campolide e outras localizações em Lisboa durante os anos 1980 até ao fim dos rádios
piratas em 1988.
Atualmente à frente da Rádio Movimento na sua versão digital, assumindo um papel central
na direção e no desenvolvimento da programação da estação, que inclui dezenas de
programas de autor e uma forte ligação à comunidade local.

 Discursos Institucionais

Discursos de abertura: – Artur Botão, presidente da Direção da Associação das Coletividades do
Concelho de Lisboa. – Susana Beirão, vogal da Cultura da Junta de Freguesia do Areeiro.
Discursos de encerramento: – João Bernardino, presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto. – Vasco Luís de Sousa Anjos – Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Lisboa.


 

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