O programa oficial arrancou com mais de 50 mil adeptos a encher o estádio para este derradeiro jogo da temporada. O clima era de festa desde o início, com os jogadores do Santa Clara a fazerem guarda de honra aos campeões nacionais, que entraram em campo já com o equipamento principal da próxima época. Ainda antes do apito inicial, os Super Dragões exibiram uma enorme tarja com as figuras de Jorge Costa e Pinto da Costa, acompanhada da frase “O rei e o capitão entregam a taça ao campeão“.

A primeira parte — equilíbrio e festa nas bancadas
O jogo começou sem grande intensidade por parte dos campeões nacionais. O Santa Clara sentiu-se confortável, procurando o contra-ataque, e o guarda-redes João Afonso foi o melhor em campo, negando todas as investidas dos dragões. A lesão de Djé Tavares logo a abrir obrigou Petit a mexer antes dos dez minutos, para colocar Andrey Santos. Rodrigo Mora obrigou João Afonso a aplicar-se para impedir o seu golo aos 17 minutos. Na resposta, Gustavo Klismahn ganhou espaço fora da área e desferiu um remate forte que saiu a rasar a barra. Ao intervalo, o marcador mantinha-se em branco.

O intervalo pertenceu às outras modalidades
O futebol pausou, mas a festa no Dragão não. Ao intervalo, o relvado transformou-se num palco de consagração para outras secções do clube: as equipas de voleibol feminino, campeã nacional e de hóquei em patins, campeã europeia, desfilaram perante os mais de 50 mil adeptos numa volta olímpica de homenagem. Foi um momento que sublinhou a dimensão de um clube que transcende o futebol, e que quis celebrar, sob os aplausos do Dragão, outras conquistas de uma temporada histórica.


O golo decisivo
Na segunda parte, o jogo ficou decidido por um autogolo de Sidney Lima aos 69 minutos. Froholdt cruzou da direita, o defesa do Santa Clara tentou cortar e acabou por desviar a bola para as próprias redes. Com Mora a jogar como falso 9, o motor azul e branco começou a carburar de outra forma depois das substituições de Farioli, que lançou Gabri Veiga e Pietuszewski. Depois do golo, o jogo assumiu verdadeiramente contornos de festa e Farioli ainda deu minutos a João Costa — o terceiro guarda-redes — e ao jovem Bernardo Lima, da equipa B, tornando-se no 33.º jogador utilizado pelo italiano na época.

A entrega da Taça
Após o apito final, André Villas-Boas deixou a Taça de campeão nas mãos do capitão Diogo Costa, que a ergueu para a festa nas bancadas perante cerca de 50 mil adeptos. Antes disso, os jogadores do FC Porto foram chamados individualmente ao palco sob os aplausos do Estádio do Dragão, e o treinador Francesco Farioli recebeu o prémio de melhor treinador da I Liga. João Pinto e Maniche foram os responsáveis por carregar a Taça de Campeão da I Liga até ao relvado do Dragão, pronta para ser erguida pelos azuis e brancos. As bancadas levantaram-se para aplaudir os protagonistas, com especial entusiasmo para Diogo Costa e para Froholdt, o médio dinamarquês de 20 anos que encerrou a época de estreia em Portugal com o galardão de melhor jogador do campeonato, atribuído pela Liga Portugal.


A festa pela cidade
Pelas 21h30, a equipa chegou de barco à Ribeira, seguida de espetáculo pirotécnico na Ponte Luiz I e um show de drones. Depois, a comitiva deslocou-se num trio elétrico para os Aliados, onde atuavam os Red Light Italy. Já por volta da meia-noite, os campeões chegaram à Câmara Municipal do Porto, onde foram recebidos pelo presidente da autarquia Pedro Duarte, com novo espetáculo pirotécnico. Antes da chamada individual e do desfile dos campeões na passarela, Pedro Abrunhosa subiu ao palco dos Aliados, e a noite fechou com a atuação do cantor irlandês Gavin James.
Os dragões terminam a época com 88 pontos, conquistando o 31.º título nacional da sua história.
Fotógrafo/Editor/Engenheiro Eletrotécnico














