Estudante da Faculdade de Ciências do Porto vai para Cambridge investigar o cancro colorretal

Alexandre Coelho conquistou uma «EMBO Scientific Exchange Grant» que lhe permitirá estudar a resistência à quimioterapia na conceituada universidade britânica.

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Alexandre Coelho, do Programa Doutoral em Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto (MCBiology), que envolve a Faculdade de Ciências, a desenvolver a sua investigação em cancro colorretal no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), foi recentemente distinguido pela European Molecular Biology Organization (EMBO) com uma «EMBO Scientific Exchange Grant». A bolsa vai financiar um estágio de três meses num laboratório da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

Membro do grupo «Differentiation & Cancer» do i3S, sob orientação de Bruno Pereira e Raquel Almeida, Alexandre Coelho explica que o seu projeto de doutoramento estuda “os mecanismos que levam ao desenvolvimento de resistência à quimioterapia em pacientes com cancro colorretal”.

A equipa do i3S estabeleceu recentemente modelos de resistência a partir de organoides derivados de pacientes e tem vindo a estudar uma família de proteínas implicada na adaptação das células tumorais aos fármacos utilizados na clínica.

A bolsa permitirá ao estudante integrar o grupo de investigação liderado por Anne Willis, na «Medical Research Council (MRC) Toxicology Unit», com o objetivo de “aprender novas competências técnicas para identificação, em larga escala, de proteínas implicadas no processo de aquisição da resistência e, potencialmente, melhorar a resposta terapêutica”. Estes três meses vão permitir também “acelerar a implementação, no i3S, de uma nova metodologia com aplicações em várias áreas de investigação biomédica”.

“Este prémio reconhece o mérito do nosso projeto e vai permitir uma experiência internacional de grande valor para a minha formação”, sublinha o jovem investigador.

As bolsas «EMBO Scientific Exchange» apoiam o intercâmbio entre laboratórios de investigação de diferentes países, com o intuito de fomentar a cooperação científica internacional através da transferência de conhecimento e de competências especializadas. Neste contexto, financiam custos de viagem entre o laboratório de origem e o laboratório de acolhimento, bem como a estadia no país de destino.


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