Os The Aristocrats regressaram a Portugal no âmbito da Duck World Tour, a digressão mundial que serve de montra ao mais recente trabalho discográfico da banda. O novo álbum conceptual, intitulado DUCK, conta a história de um pato que foge de um polícia pinguim desde a Antártida até Nova Iorque, onde novas aventuras e perigos o aguardam — uma premissa tão absurda quanto genial, perfeitamente alinhada com o humor nonsense que sempre caracterizou o trio.
Duck Tour
O alinhamento da noite, fiel ao que a banda tem apresentado ao longo desta digressão europeia, arrancou com Swan’s Splashdown e passou por temas do novo álbum como Hey, Where’s My Drink Package?, Aristoclub, Sgt. Rockhopper e Sittin’ With a Duck on a Bay. Completaram o alinhamento temas como Spanish Eddie, Drum Solo, The Ballad of Bonnie and Clyde, Flatlands, Here Come the Builders, This Is Not Scrotum, Get It Like That e Desert Tornado.
Apesar da sofisticação musical, o concerto nunca se tornou excessivamente “técnico” ou frio. Pelo contrário: houve interação constante com a plateia, humor entre músicas e uma sensação clara de diversão genuína entre os músicos. Essa combinação entre talento extraordinário e espírito descontraído é precisamente aquilo que torna os The Aristocrats uma banda tão especial ao vivo.
No final, ficou a sensação de ter assistido não apenas a um concerto de rock fusion, mas a uma experiência musical completa — intensa, imprevisível e memorável.
Ao longo de mais de uma década de carreira, os The Aristocrats tornaram-se uma referência incontornável para os fãs de música instrumental, conhecidos pela sua capacidade de misturar rock, jazz, metal, blues e qualquer outro género que lhes aprouver explorar. A imprensa especializada internacional não tem poupado elogios: a Guitar World destacou o prazer de os ouvir, a Metal Injection classificou-os como “um dos maiores trios virtuosos da Terra”.
Com cinco álbuns de estúdio no currículo, a banda cumpriu a promessa de levar aos palcos portugueses uma combinação entre os temas mais recentes de DUCK e os clássicos que marcaram o seu percurso desde o álbum de estreia homónimo, em 2011. Quem esteve no Hard Club esta quinta-feira sabe que há espectáculos que nenhuma gravação consegue replicar — e este foi, sem dúvida, um deles.
De Porto seguem para Lisboa, onde actuam amanhã, 15 de Maio, na República da Música, antes de rumarem a Sevilha, Valência, Barcelona e, mais tarde, a Paris, Dublin e Londres.

Fotógrafo/Editor/Engenheiro Eletrotécnico



























