CHOQUE! Lara de 8 anos foi morta pela madrasta “por asfixia mecânica”.

Esta sexta-feira, dia 19, Eulália saberá o que lhe reservam as malhas da justiça

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Eulália, de 48 anos, terá confessado assassinato da filha do companheiro por vingança. O CIDADÃO sabe que a mulher alega que o homem agrediu os seus filhos.

A Polícia Judiciária (PJ) já emitiu um comunicado sobre o caso da menina morta pela madrasta, uma notícia que está a chocar Portugal. O corpo de Lara, que tinha apenas oito anos, foi encontrado, esta quinta-feira, dia 18 de junho.

Eulália Silva, de 48 anos, confessou o crime. Foto: Direitos Reservados

O Departamento de Investigação Criminal de Vila Real da Polícia Judiciária (PJ) identificou e deteve uma mulher, com 48 anos, fortemente indiciada pela prática dos crimes de homicídio qualificcEsta sexta-feira, dia 19, Eulália saberá o que lhe reservam as malhas da justiçarpo ado e profanação de cadáver, ocorridos no concelho de Vila Pouca de Aguiar, que vitimou uma menina, com oito anos, sua enteada.”

A investigação da PJ teve início na sequência da comunicação, ontem (quarta-feira , 17 de Junho), ao final da tarde, do desaparecimento de uma criança, na localidade de Carrazedo de Montenegro, em Valpaços, tendo as diligências realizadas permitido apurar indícios de que a vítima teria sido alvo de agressão violenta, da qual resultou a sua morte, ao que tudo indica por asfixia mecânica“, esclarecem as autoridades.

O trabalho investigatório realizado possibilitou a rápida identificação da presumível autora dos factos, bem como a recolha de indícios consistentes da sua alegada intervenção na morte da menor e na subsequente ocultação e abandono do cadáver, em zona florestal, na serra da Padrela, em Vila Pouca de Aguiar“, pode ler-se.

Ainda de acordo com o documento, “a vítima residia juntamente com o seu pai e a companheira, a suposta autora dos crimes sob investigação”. “A detida será presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.”

A investigação prossegue, no âmbito de inquérito titulado pelo Ministério Público de Valpaços“, termina a PJ.

Na verdade, trata-se de uma tragédia de “quando uma criança morre às mãos de quem a devia proteger“, analisa Pedro Nogueira Simões, penalista e advogado.

Do ponto de vista jurídico, caso os factos venham a ser confirmados, estaremos perante um crime suscetível de enquadramento no artigo 132.º do Código Penal, por revelar especial censurabilidade e perversidade, agravadas pela extrema vulnerabilidade da vítima. A proteção das crianças constitui um dos valores mais elevados do ordenamento jurídico português“, esclarece o causídico a O CIDADÃO.

Nogueira Simões esclarece que “nestes processos, a prova assume um papel decisivo. Não bastam suspeitas, emoções ou condenações públicas. É necessária prova sólida, objetiva e produzida em tribunal, através de perícias médico-legais, vestígios, prova científica e demais elementos de investigação. Porém, quando essa prova existe e demonstra de forma inequívoca a autoria dos factos, a resposta da Justiça deve ser firme, exemplar e proporcional à gravidade do crime, sobretudo quando a vítima é uma criança indefesa“.

Esta sexta-feira, dia 19, Eulália saberá o que lhe reservam as malhas da justiça.

Manuel de Carvalho Lopes

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