Moçambique registou mais um caso de Mpox nas últimas 24 horas, na província de Niassa, epicentro do surto, elevando para 34 em quase um mês, com o total de casos suspeitos a subir para 275.
O novo caso registado nas últimas 24 horas foi confirmado no distrito de Lago, epicentro do surto atual, província de Niassa, no norte do país. Houve ainda registo de 53 novos casos suspeitos no mesmo período — de 222 para 275 —, entre a cidade e província de Maputo, bem como nas províncias de Niassa, Sofala, Nampula, Gaza, Zambézia e Manica, estando 134 contactos em seguimento pelas autoridades de saúde
Até ao momento, as autoridades contabilizam 29 casos de Mpox no Niassa (norte), dois em Manica (centro) e três na província de Maputo (sul).
As autoridades sanitárias garantiram também que Moçambique está preparado para lidar com o Mpox, com capacidade para 4 mil testes, feitos localmente, tendo já usado mais de 180 neste surto.
A Mpox é uma doença viral zoonótica, identificada pela primeira vez em 1970, na República Democrática do Congo. No atual surto, na África austral, desde 1 de janeiro, já foram notificados 77.458 casos da doença, em 22 países, com 501 óbitos.
O diretor nacional de Saúde Pública em Moçambique pediu na quarta-feira que se evite o pânico e a desinformação em relação à Mpox, visando combater a discriminação que possa surgir contra as vítimas.
Moçambique está à espera de vacinas para conter um possível cenário de alastramento de casos de Mpox, anunciou na terça-feira o Governo.
As autoridades moçambicanas anunciaram na semana passada um reforço da vigilância fronteiriça, com equipas de rastreio e testagem, para travar a propagação de casos de Mpox.
O primeiro caso de Mpox em Moçambique aconteceu em outubro de 2022, com um doente em Maputo. O coordenador do COESP, órgão da Direção Nacional de Saúde Pública, aponta a capacidade de testagem que agora existe nas províncias, com 4 mil testes disponíveis e mil para análises de reagentes para identificar estirpes de casos positivos, como a grande mudança em três anos.
“Moçambique tem agora capacidade para testar em todas as capitais de província, através dos laboratórios de Saúde Pública“, disse fonte da Direção Nacional de Saúde.







