À DW África, o bastonário também condena a expulsão das delegações e diz que, na Guiné-Bissau, “relatar factos tornou-se um risco“.
“Na Guiné-Bissau os políticos recebem os jornalistas com hostilidade, com falsas acusações e estamos a assistir a falsas acusações contra a RTP e RDP. Isto pode pôr em causa a relação entre os dois países.” – disse à DW em Bissau.
A Liga Guineense dos Direitos Humanos condena “com veemência” a expulsão do país das delegações da RTP África, RDP África e Agência Lusa, classificando a medida como “abrupta, injustificada e de gravidade extrema“. Em comunicado, a organização denuncia uma “agressão aberta à liberdade de imprensa” e alerta para o “carácter autoritário” do regime, exigindo a revogação imediata da decisão.
Não há ainda uma justificação para o sucedido, o governo português já “repudiou” e o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal agendou para hoje uma reunião com o Embaixador guineense em Lisboa.
Recorde-se que o Governo da Guiné ordenou a suspensão das emissões e a saída dos jornalistas até terça-feira, sem apresentar justificações.
As direções de informação da Lusa, RTP e RDP reagiram em conjunto, denunciando “um ataque deliberado à liberdade de expressão” e exigindo o restabelecimento das condições para o exercício do jornalismo.
À DW África, o bastonário da Ordem dos Jornalistas Guineenses, Antonio Nhaga, também condena a expulsão das delegações e diz que, na Guiné-Bissau, “relatar factos tornou-se um risco”.
OC/AJS/DW África/agências














