As amizades nas organizações – Por Victor Carvalho

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É suposto haver amizades nas Organizações?

Intervindo em algumas delas, tenho-me debatido com esta questão.

Cada Organização tem uma Visão, Missão, Valores.

Sejam elas empresariais, políticas, religiosas, cívicas, profissionais ou voluntárias, devem cumprir o fim para que foram criadas.

Em cargos de chefia e direção, compreendo e aceito de bom grado “lugares de confiança” como “adjuntos, assessores”, etc… Aí, aceito ligações próximas e que haja “amizades”. Equipa dirigente tem de ter coesão para a prossecução dos objetivos a que se propôs.

A seleção e o recrutamento devem ser feitos pelas regras instituídas, por critérios objetivos e quantificáveis…

Discordo totalmente de quem defende “as amizades” como critério de recrutamento e seleção, havendo quem defenda, acerrimamente, esse critério, como “método”!

Se as houver, ninguém é ingénuo, sabemos que as há, pelo menos que sejam discretos para que os outros não se sintam preteridos, devido ao maior ou menor poder económico e/ou financeiro ou outros quaisquer poderes…

Só quem não pertence a grupos e grupinhos, fações assumidas ou não, e não esteja dependente “das amizades” está livre para opinar e agir.

Tenho para mim que os defensores desse “método” sabem que assim é, querem é cultivar as dependências, subserviências e que sejam massageados os seus “egos”.

As Organizações precisam de renovação para melhor garantir o futuro. Precisam de ser alavancadas e enfrentar os desafios que o mundo tem colocado.

Não vale a pena adotar uma política de avestruz, há que enfrentar os problemas diagnosticados em cada organização.

Há quem queira estar sempre em discussão, minando os ambientes. Cumpridos os critérios de auscultação e prazos vigentes, há que avançar e fazer cumprir as orientações definidas.

Há um tempo para ouvir e outro para decidir.


É desejável que haja um ótimo ambiente de trabalho, um bom clima organizacional de bem-estar para que as relações entre os pares, sejam saudáveis e construtivas.

É salutar haver “sempre” companheirismo e camaradagem assentes na confiança, na ética e no respeito mútuo. As Organizações precisam e agradecem.

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