Os dados do primeiro trimestre de 2025 mostram que o mercado de arrendamento continua marcado por um desfasamento entre oferta e procura, sobretudo nos distritos de Lisboa e do Porto. A plataforma Imovirtual analisou a diferença entre os preços anunciados e os valores médios procurados pelos utilizadores e concluiu que as discrepâncias permanecem elevadas, atingindo os 69% em concelhos como Cascais.
Em Cascais, os imóveis são colocados no mercado por uma média de 2.700€, enquanto os interessados procuram rendas na ordem dos 1.600€. Lisboa regista um desfasamento de 50% entre os 1.200€ procurados e os 1.800€ pedidos, tal como Mafra e Odivelas, com 1.000€ de procura face a 1.500€ de oferta.
Outros concelhos com disparidades relevantes incluem Oeiras (+37,5%), Loures (+30%), Amadora (+26,3%) e Vila Franca de Xira (+22,2%). Já em Alenquer, a procura e oferta coincidem nos 800€, sendo um dos poucos concelhos com equilíbrio. Também Lourinhã (3%) e Torres Vedras (4%) apresentam diferenças residuais.
No distrito do Porto, a maior discrepância é em Vila Nova de Gaia, com 900€ procurados e 1.200€ oferecidos (+33,3%). Seguem-se Matosinhos (+30%), Maia e Vila do Conde (+29,4%) e Gondomar (+21,1%). No Porto, a diferença é de 20% entre a procura (1.000€) e a oferta (1.200€).
Por outro lado, concelhos como Lousada registam valores coincidentes (800€), enquanto Amarante (2%), Santo Tirso (6%) e Póvoa de Varzim (9%) têm variações pouco expressivas.
“A discrepância entre aquilo que os portugueses procuram e o que o mercado disponibiliza mantém-se elevada”, refere o estudo, sublinhando os desafios de acessibilidade à habitação e a necessidade de políticas públicas que promovam o equilíbrio entre oferta e procura.
OC/RPC














