“Utilizamos sempre carmes frescas e de qualidade. Não trabalhamos com congelados” – atirou Joaquim Rebocho, quando o questionámos sobre a êxito do seu estabelecimento. E continuou – “o Restaurante Pelourinho situa-se na zona histórica o que chama muita gente, mas se não tivéssemos qualidade no que servimos, as pessoas não voltavam, e a realidade é que voltam. Não só do Alentejo, mas de outros lugares do país. Sinto-me muito feliz, por ver os clientes satisfeitos a voltarem à minha casa.”

O Restaurante Pelourinho tem uma excelente localização, mas isso por si não chegaria. Joaquim Rebocho entende que “esta Mostra é muito boa para os restaurantes e para própria gastronomia de Arraiolos e do Alentejo em geral. Mas não basta estarmos no local certo, é preciso servir bem, com simpatia, com qualidade e respeitar o cliente.”

Entre 5 e 12 de abril, o borrego, um dos símbolos gastronómicos da região, é a iguaria em destaque. O borrego é o nome que se dá ao adolescente ovino, com cerca de 1 ano de vida. Se tiver mais de 1 ano, é carneiro, menos apreciado por estas bandas, por ter um odor e sabor mais intensos. Já agora, aproveitemos para falar do cordeiro, também muito consumido na época, e que não pode ter mais de 7 meses.

Mas é a carne de borrego que reina nos pratos dos restaurantes arraiolenses. No Restaurante Pelourinho, o proprietário fala-nos dos petiscos que têm agendado para esta Mostra – “Estamos prontos para servir Costeletas de Borrego grelhadas, Borrego no Tacho, Ensopado de Borrego e Migas.”
Poderá haver quem não aprecie borrego. O que tem mais para oferecer?

“Muita coisa, olhe, Grelhada Mista com com carne fresca do dia, Sopa de Cação, Sopa de Tomate, Gaspacho, Migas de Espargos com Carnes do Alguidar, Migas com Coentros e Carnes do Alguidar, Carne de Porco à Alentejana, Fatias de Alho com Carnes do Alguidar, Lombinho de Porco Preto na Brasa, Bacalhau Assado na Brasa, Açorda de Bacalhau, Pataniscas, Ensopado de Galo…. Escolhas para todos os gostos.”
E um pormenor importante, “os nossos grelados, além da carne ser do dia, são todos no carvão”.

Trabalhar, trabalhar, trabalhar…
Joaquim Rebocho é proprietário do Restaurante Pelourinho há 20 anos. E faz do trabalho e do rigor o seu modo de vida.
“Sou muito rigoroso no que faço, muito exigente e, confesso, gosto de trabalhar. E o meu sucesso deve-se a isso mesmo, ao trabalho, à honestidade e, também, a muita gente que me ajudou para eu chegar onde cheguei. Eu não me esqueço“
Começou a trabalhar novo, desde que saiu da escola e percorreu o país de norte a sul. “Por onde passei deixei sempre amigos. Soube conquistar a amizade deles, mas sempre cumpri rigorosamente os meus compromissos.”

E muitos desses amigos, também não o esquecem…
“Não. E vêm muitas vezes almoçar ou jantar ao meu restaurante. E alguns não vivem aqui perto, são de bem longe. Do Porto, por exemplo. Vêm cá de propósito. Para mim é uma honra e uma felicidade.”
Homem dedicado ao trabalho, mas um empreendedor nato. Que vê nesta fase da sua vida, está a chegar aos 60 anos, alguma dificuldade em progredir mais, pois a situação do país também não ajuda muito.
“Sim gosto de fazer coisas, progredir, investir. Mas, às vezes, confesso que perco a vontade. São criadas dificuldades de vária ordem e não há gente para ajudar no trabalho. Não há mão-de-obra. Por isso, às vezes paro, mas com uma louca vontade de continuar.”

E, assim, Joaquim Rebocho aproveita e vai aperfeiçoando, cada vez mais, o seu “Pelourinho”, apesar de estar com boa saúde e recomendável.
Aceite a nossa sugestão, dê um salto a Arraiolos, conheça melhor os famosos tapetes e aproveite para almoçar ou jantar no Restaurante Pelourinho. O Joaquim Rebocho estará lá para receber-vos. Vai valer a pena.






