Apps for Good: Escolas do Porto em destaque na final nacional com projetos de impacto social, educativo e ambiental

Este programa promovido pelo CDI Portugal é um exemplo de inovação educativa, envolvendo já, ao longo de 11 edições, mais de 28.500 alunos, 1.800 professores e 700 escolas, com milhares de soluções tecnológicas desenvolvidas

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Hoje, terça-feira, a partir das 10h00, o Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, acolhe a final da 11ª edição do programa Apps for Good, uma iniciativa líder na promoção do empreendedorismo tecnológico em ambiente escolar.

O distrito do Porto, através da Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves (Valadares, Vila Nova de Gaia), da Escola Secundária Infante D. Henrique (Porto), do Centro Educativo da Escola Secundária de Paços de Ferreira e da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, marca presença com projetos de referência, que refletem o compromisso das suas escolas com a inovação, a sustentabilidade e a inclusão social, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves (Valadares, Vila Nova de Gaia). A criatividade e o espírito de serviço à comunidade desta escola traduzem-se em três projetos finalistas:

  • “FinBestie” (ODS 4 – Educação de Qualidade): Uma aplicação divertida e visual que ajuda jovens a compreender o mundo das finanças, recorrendo a vídeos curtos, infografias e exemplos práticos do quotidiano. O objetivo é tornar os conceitos económicos simples e interessantes, promovendo hábitos financeiros saudáveis desde cedo, ao apostar numa linguagem jovem e acessível.
  • “SeniorTech” (ODS 10 – Reduzir as Desigualdades): Esta app foi criada para apoiar seniores na utilização das tecnologias, através de tutoriais visuais, assistência de técnicos locais e alertas contra burlas. Promove a literacia digital, a segurança e o apoio humano, ajudando a combater a solidão digital e a integrar os mais velhos no mundo tecnológico de forma simples e eficaz.
  • “EcoTrade” (ODS 13 – Ação Climática): Uma solução inovadora para incentivar a reciclagem, onde os utilizadores acumulam pontos – convertíveis em prémios, descontos ou dinheiro – ao digitalizar e depositar resíduos nos ecopontos. A aplicação traz ainda dicas personalizadas, tornando a reciclagem uma atividade simples, educativa e acessível para todas as idades.

Escola Secundária Infante D. Henrique (Porto)

  • “Horta do Cedo” (ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis): Projeto que aposta num sistema de cultivo hidropónico inteligente, capaz de produzir até 50 plantas sem solo durante todo o ano, com rega, nutrientes e luz controlados automaticamente por sensores, IoT e inteligência artificial. A solução alia sustentabilidade, eficiência e frescura, sendo ideal para casas, restaurantes ou espaços urbanos.

Centro Educativo da Escola Secundária de Paços de Ferreira[1]

“AgroPrisão Market” (ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis): Uma app que aproxima a comunidade dos estabelecimentos prisionais, permitindo a compra de produtos agrícolas frescos, acessíveis e biológicos, produzidos por reclusos. O projeto promove a reinserção social e reforça o impacto positivo do consumo responsável e local.

Escola Profissional Bento de Jesus Caraça (Porto)

  • “Akuarium” (ODS 14 – Proteger a Vida Marinha): Sistema automatizado para aquários, que garante a alimentação dos peixes e a monitorização da qualidade da água, através de sensores e alimentadores automáticos. Uma solução que facilita o cuidado dos animais, quer em casa, quer em espaços públicos, promovendo o bem-estar e a sustentabilidade.

Este ano, cerca de 30 projetos de jovens alunos de escolas de ensino básico e secundário de todo o país competem pelo reconhecimento máximo, apresentando soluções tecnológicas para desafios reais nas áreas da educação, saúde, igualdade de género, inovação, cidades sustentáveis, erradicação da pobreza, ação climática, entre outros.

O programa Apps for Good, promovido pelo CDI Portugal, é um exemplo de inovação educativa, envolvendo já, ao longo de 11 edições, mais de 28.500 alunos, 1.800 professores e 700 escolas, com milhares de soluções tecnológicas desenvolvidas.

Na perspetiva de João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal, o Apps for Good tem uma ligação muito direta com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, na medida em que procura capacitar jovens para criar soluções tecnológicas que atendam a problemas reais da sociedade e do meio ambiente. Através dessa iniciativa, os jovens são incentivados a desenvolver aplicações que promovem inovação e infraestrutura sustentável. Além disso, o Apps for Good contribui para a educação de qualidade, ao proporcionar uma formação prática e inclusiva na área da tecnologia, preparando os jovens para os desafios do século XXI. Ao abrir oportunidades para que jovens de diferentes contextos tenham acesso à tecnologia e à inovação, o programa ajuda também a diminuir desigualdades. Dessa forma, o programa é uma ferramenta prática que permite aos jovens não só aprender sobre tecnologia, mas também atuar de maneira sustentável e responsável, ajudando a construir um futuro melhor para todos”.

A 11ª Edição da Apps For Good contará, ainda, com a presença de João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal, Margarida Balseiro Lopes, Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Bernardo Correia, Secretário de Estado para a Digitalização e Luís Fernandes, Diretor-Geral da DGAE, em representação do Ministro da Educação e Ciência.

OC/MP

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