A assinatura do protocolo de geminação entre os Municípios de Alenquer e de Vila do Porto teve lugar no dia 7 de junho, durante as Festas do Império do Divino Espírito Santo de Alenquer. A cerimónia decorreu na Casa do Espírito Santo, recentemente inaugurada no Museu Hipólito Cabaço, contando com a presença da Presidente do Município de Vila do Porto, Bárbara Chaves, e de representantes dos Municípios de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada.
O protocolo visa promover, preservar e divulgar o Culto do Divino Espírito Santo, reafirmando mais de 700 anos de legado desde a sua criação por D. Dinis e pela Rainha Isabel em Alenquer. A iniciativa inscreve-se na missão de manter viva a memória cultural e religiosa, promovendo valores como a partilha, a solidariedade e a união.
“Partilha de saberes, de tradições, no fundo, saber ser e estar”, declarou Pedro Folgado, Presidente da Câmara Municipal de Alenquer. Acrescentou ainda que “as geminações não são políticas, são para as pessoas, são para trazer valor acrescentado, qualidade de vida às pessoas, para as pessoas perceberem as diferenças, as semelhanças e de algum modo perceber que é importante esta partilha”.
Por sua vez, Bárbara Chaves, Presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto, sublinhou que é essencial “proteger, valorizar e dinamizar esta herança cultural, promovendo o intercâmbio entre as duas comunidades”, e garantiu que “este legado permanece vivo nas novas gerações”. Referiu ainda que os dois municípios têm cooperado nos últimos três anos através de ações conjuntas, e manifestou a vontade de dar continuidade ao trabalho conjunto com mais projetos e encontros centrados na tradição do Espírito Santo.
Este acordo representa a consolidação de uma relação de colaboração ativa entre os dois territórios, numa estratégia de valorização do património imaterial. O Culto do Espírito Santo, que ultrapassa fronteiras, estende-se já a comunidades no Brasil, Canadá e Estados Unidos, mantendo-se como força identitária e agregadora das comunidades de origem portuguesa.
Com este novo protocolo, Vila do Porto junta-se a Alenquer como vila irmã, à semelhança dos acordos previamente assinados com Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, reafirmando a centralidade do culto na construção da identidade e da memória coletiva das duas comunidades.
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