A mão de Pedro Branco – Por Pedro Albuquerque

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Pela mão de Pedro Branco chegou-me o prefácio do meu primeiro livro. Essa sua mão nada em troca me pediu. Oiço que Uma Mão lava a outra. A minha continua enxuta. A minha só tem recebido, amealhado lições e seus convites. Oiço que a Amizade não se agradece.

Talvez a amizade seja essa coisa de ir permanecendo. Oiço: Para o bem e para o mal, na saúde e na doença. Talvez a amizade seja esse casamento de naturezas. Algo no sentido do futuro. Oiço que Só faz falta quem cá está. Pedro Branco tem cá estado. Com sua mão feita ponte, tem cosido o pretérito ao presente com pontos de poesia. Afinal, a vida é para quem a sente.

Oiço que Quando o sol nasce, nasce para todos. E da sua mão tem nascido a manhã de muitos. Pedro Branco ensina a ler e a contar. Pedro Branco é essa luz. E a sua mão, como as demais mãos de professor, é um oceano que os alunos vão navegando. Da palma de Pedro Branco, pesca-se. Pedro Branco é, para quem fica em terra, uma árvore de fruto. Um abrigo. Oiço que Pedro é pedra. E pedra fica. E Pedro fica.

Agora, a dica:

Pedro Branco compõe. É com a sua mão que o faz. É com ela que nos toca. Com sua mão de músico, de professor, de pai, com sua Mão de poeta, com seu último livro. Leiam-no. Ele estará convosco sempre que o lerem. Seus versos serão seu passaporte para o infinito? Quiçá possamos ler-lhe o destino na concha de sua Mão. Quiçá seja nosso dever devolver-lhe todo o amor que nos dispensa. Quiçá seja tempo de lhe comunicar que, a partir de imediato, nos pertence. Pedro Branco é nosso.

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