A UNESCO assinala a 6 de junho o Dia Mundial da Língua Russa, uma data criada em 2010 com o objetivo de promover o multilinguismo, a diversidade cultural e a valorização das diferentes línguas utilizadas no mundo.
A escolha da data coincide com o aniversário do nascimento de Alexander Pushkin, escritor nascido em Moscovo em 1799 e considerado uma das figuras centrais da literatura russa.
O russo é atualmente uma das línguas mais faladas do planeta, ocupando o lugar entre os principais idiomas internacionais. Além da Rússia, é utilizado em diversos países da Europa de Leste, do Cáucaso, da Ásia Central e em várias regiões da antiga esfera soviética.
A língua russa pertence ao ramo oriental das línguas eslavas, juntamente com o ucraniano e o bielorrusso. A família eslava integra cerca de duas dezenas de idiomas, distribuídos pelos ramos oriental, ocidental e meridional.
Uma das características mais distintivas do russo é a utilização do alfabeto cirílico, sistema de escrita também adotado por outras línguas eslavas, como o búlgaro, o sérvio, o macedónio, o bielorrusso e o ucraniano.
Durante grande parte do século XX, especialmente após a Segunda Guerra Mundial, o russo assumiu um papel relevante nas relações internacionais, tornando-se língua de trabalho de diversas organizações internacionais e principal idioma de comunicação entre os países da antiga esfera soviética.
Com a dissolução da União Soviética e as transformações políticas ocorridas no início da década de 1990, a projeção internacional do idioma diminuiu. Ainda assim, o russo continua a ser uma das maiores línguas mundiais, com uma história secular e uma forte presença cultural.
A literatura russa, representada por autores de referência mundial, continua a contribuir para a divulgação da língua e para o reconhecimento do seu património cultural, mantendo o russo como uma das expressões linguísticas mais influentes da atualidade.
OC/RPC

Editor Adjunto/Eng. Eletrotécnico/Licenciando Gestão do Património Cultural














