“Máfias da areia” extraem 50 mil milhões de toneladas por ano

Estas redes clandestinas extraem sedimentos ilegalmente, colapsando rios. A dragagem ilegal destrói ecossistemas ribeirinhos, saliniza aquíferos e elimina as defesas naturais contra cheias

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Enquanto a agenda mediática se concentra na volatilidade política diária, três crises estruturais avançam sem o devido escrutínio público. Da pilhagem de recursos invisíveis à alteração biológica induzida, dados oficiais expõem os custos ocultos do desenvolvimento moderno.

Dados do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), a autoridade máxima da ONU estabelecida em 1972 para monitorizar o ecossistema e coordenar a agenda ambiental global, revelam que a areia é o segundo recurso mais consumido do planeta, atrás apenas da água. Crucial para o betão, vidro e microchips, o mercado civil exige areia angular (de rios e praias), já que a areia do deserto é poeticamente redonda e inútil para a liga da construção.

Com um consumo global de 50 mil milhões de toneladas por ano, consórcios detetaram a ascensão de “máfias da areia” na Índia e em Marrocos. Estas redes clandestinas extraem sedimentos ilegalmente, colapsando rios.

A dragagem ilegal destrói ecossistemas ribeirinhos, saliniza aquíferos e elimina as defesas naturais contra cheias.

A 4.000 metros de profundidade no Oceano Pacífico, decorre uma disputa geopolítica opaca. A Zona de Clarion-Clipperton está coberta de nódulos polimetálicos ricos em cobalto e níquel, minerais essenciais para as baterias de carros elétricos.

Investigações apontam falta de transparência nas negociações da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA). Cientistas alertam que a mineração abissal comercial causará a destruição irreversível de ecossistemas únicos e desconhecidos antes mesmo de serem estudados.


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