A Câmara de Gaia aprovou hoje, em reunião do executivo, o protocolo para o consórcio da linha de alta velocidade construir a estrada VL3.
A Via de Ligação 3 (VL3), entre Laborim e Vilar do Paraíso, e que o agrupamento AVACE Norte (parte do consórcio AVAN Norte, responsável pela linha de alta velocidade entre Porto e Oiã [Oliveira do Bairro, Aveiro]) se propõe construir como compensação, foi aprovado por unanimidade.
O mesmo sucedeu relativamente à reabilitação da escola básica 2/3 Padre António Luís Moreira, nos Carvalhos, por 8,5 milhões de euros, a primeira “a ser objeto de intervenção que faz parte do Acordo Setorial de 22 de julho de 2022, assinado entre o Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses, que referenciou em Gaia oito escolas básicas do 2/3 ciclos e secundárias que teriam de ser intervencionadas com carácter de muita urgência e urgência“, segundo o vice-presidente da autarquia, Firmino Pereira.
Hoje, à Lusa, o vereador da oposição João Paulo Correia (PS) frisou que é “uma obra que foi pensada há alguns anos” e que “só avança porque recebe mais de 5 milhões de euros de fundos europeus“.
Já relativamente à suspensão do orçamento participativo, a suspensão temporária foi aprovada pelos vereadores com pelouro (coligação PSD/CDS-PP-IL e António Barbosa, vereador ex-Chega) e com votos contra do PS.
Na proposta, a vereadora Elizabete Silva tinha defendido que há projetos de anos anteriores ainda por executar e que devem ser priorizados, revelando que “está em curso uma reflexão estratégica sobre o modelo do GOP [Gaia Orçamento Participativo], incluindo a eventual revisão do regulamento, para torná-lo mais eficaz, exequível e alinhado com as necessidades atuais do território“.
Segundo vereadora, desde o arranque do projeto, em 2019, “em 36 projetos, apenas 12 foram implementados até ao momento“.
À Lusa, o vereador socialista João Paulo Correia contestou hoje a intenção do executivo liderado por Luís Filipe Menezes e irá apresentar uma declaração de voto, frisando que o GOP é “um dos principais programas dos últimos 12 anos naquilo que é a governação de proximidade” e “foi criado com os jovens gaienses“.
“Estamos a falar de um conjunto de iniciativas e obras que só aconteceram porque foram ideias apresentadas por jovens gaienses que durante anos viram neste programa uma forma de intervir civicamente e politicamente naquilo que é a governação da sua terra“, defendeu.
Lembrando que o programa já venceu “prémios nacionais e internacionais“, João Paulo Correia indicou que “foi uma das principais razões que levou este Governo a atribuir em 2025 a Gaia a Capital Nacional da Juventude“.
“Lamentamos que a Câmara suspenda o programa sem saber o que é que vai fazer a seguir. Essa também é uma grande crítica, mais uma vez, que fazemos. É mais um programa que fica suspenso sem saber o que é que vem a seguir“, referiu.
OC/MP
Jornalista free-lancer







