Uma proposta do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) prevê que as obras de José Saramago, atualmente obrigatórias no 12.º ano, deixem de integrar o currículo escolar de forma mandatória. A iniciativa integra a revisão do documento de “Aprendizagens Essenciais”, que está em consulta pública até 28 de abril de 2026.
Atualmente, os alunos do último ano do ensino secundário têm de escolher obrigatoriamente entre “Memorial do Convento” ou “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, mas, segundo a proposta, essa obrigatoriedade específica será eliminada.
Em contrapartida, prevê-se que outras obras clássicas da literatura portuguesa, como “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, passem a constar da lista de leituras indispensáveis.
A medida gerou debate público, uma vez que Saramago é o único autor de língua portuguesa a ter recebido o Prémio Nobel de Literatura, reconhecendo a sua relevância no panorama literário nacional e internacional.
O documento ainda poderá sofrer alterações antes da sua implementação no próximo ano letivo, dependendo dos contributos recebidos durante o período de consulta pública.
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