Lei Laboral em Portugal: Democracia à Venda No Mercado Negro do Poder

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Portugal gosta de se enganar. Diz que tem democracia, mas o que assistimos com a nova lei laboral é um teatro de marionetas mal amarradas. O Governo e a UGT dançam nos bastidores, fechando as portas e trancando as janelas, enquanto o povo, o figurante de luxo, observa impotente.

A CGTP? À porta, batendo palmas, como quem espera um convite que nunca chega. Isto não é diálogo. Isto é traição à luz do dia.
Hannah Arendt já tinha avisado: “quando o poder reduz o cidadão a sombra, a democracia apodrece”. E é exatamente isso que vemos. O Governo não conversa — conspira. Reúne-se às escondidas, pressiona, assina acordos sorrateiros, e a UGT sorri, cúmplice, como papel recortado num quadro de conveniência. O povo? Ignorado. O utilitarismo invertido celebra: “o fim justifica os meios”. Mentira. Nunca numa democracia. Nunca.

Rousseau lembrava que a soberania reside no povo. Quando os sindicatos se transformam em ecos do governo, a democracia não é apenas humilhada — é assassinada à vista de todos, com requintes de crueldade e desprezo. Reuniões secretas, negociações opacas, jogadas políticas com a vida laboral. Isto não é concertação social. Isto é teatro de esgotos, conspiração de quinta categoria, e ainda nos tentam convencer que é virtuosismo.

Democracia não é votar de quatro em quatro anos e virar a cara. É participação, transparência, e respeito. O Governo fecha as portas, tranca as janelas,e esconde-se atrás do castelo de papelão da sua arrogância. Kant perguntaria: “Isto poderia ser universalizado?” A resposta é óbvia: não. Isto é moralmente podre, e eticamente repugnante.

Portugal merece mais do que sombras e sorrisos de conveniência. Merece ter sindicatos que defendam verdadeiramente os trabalhadores, e governos que negociem à vista de todos, com tempo, com transparência, e com respeito pelo país que deviam servir. Leis discutidas com o povo, e não impostas. Democracia traída é democracia morta. Portugal merece resistência.
Porque, no fundo, sou social-democrata — mas não de conveniência.

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