Porto | Campo degradado no Parque da Cidade gera impasse entre clube e autarquia

Ou a autarquia assume a gestão do equipamento ou, em alternativa, será necessário encerrar o acesso para proteger os utilizadores.

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O avançado estado de degradação do campo de futebol de cinco do Parque da Cidade motivou críticas públicas e expôs um impasse quanto à sua gestão e responsabilidade. O piso sintético apresenta rasgos, zonas levantadas e irregularidades que comprometem a segurança dos utilizadores, enquanto as balizas e redes revelam desgaste acentuado.

Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

A situação foi discutida numa reunião da Câmara Municipal do Porto, após a intervenção de um munícipe que alertou para a falta de condições do recinto. O município esclareceu que o espaço não é gerido pela autarquia, estando o direito de superfície concessionado ao Sport Club do Porto.

Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

O presidente do clube, Paulo Barros Vale, afirma que nunca recebeu relatos de acidentes ocorridos no local, mas reconhece a preocupação com a segurança. O dirigente admite que, apesar de o direito de superfície pertencer ao clube, não existem condições práticas nem financeiras para assegurar a manutenção do espaço.

Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

Perante os riscos associados ao mau estado do campo, foi levantada a hipótese de vedar o recinto para impedir a sua utilização. O responsável do clube considera, contudo, que a situação é delicada: ou a autarquia assume a gestão do equipamento ou, em alternativa, será necessário encerrar o acesso para proteger os utilizadores.

Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

Ao lado do campo degradado existe um campo de futebol de 11, atualmente sob gestão da empresa municipal Ágora. Essa infraestrutura foi requalificada e ampliada no final de 2019, reunindo hoje condições para acolher competições internacionais.

Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

Segundo Paulo Barros Vale, quando ambos os campos estavam sob gestão do clube, as receitas provenientes das entradas permitiam garantir manutenção e vigilância permanentes. A transferência da gestão do campo principal para a autarquia terá retirado essa fonte de rendimento, deixando o clube sem capacidade financeira para manter o campo de futebol de cinco.

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