Porto | Campo degradado no Parque da Cidade gera impasse entre clube e autarquia

O avançado estado de degradação do campo de futebol de cinco do Parque da Cidade motivou críticas públicas e expôs um impasse quanto à sua gestão e responsabilidade. O piso sintético apresenta rasgos, zonas levantadas e irregularidades que comprometem a segurança dos utilizadores, enquanto as balizas e redes revelam desgaste acentuado.

A situação foi discutida numa reunião da Câmara Municipal do Porto, após a intervenção de um munícipe que alertou para a falta de condições do recinto. O município esclareceu que o espaço não é gerido pela autarquia, estando o direito de superfície concessionado ao Sport Club do Porto.

O presidente do clube, Paulo Barros Vale, afirma que nunca recebeu relatos de acidentes ocorridos no local, mas reconhece a preocupação com a segurança. O dirigente admite que, apesar de o direito de superfície pertencer ao clube, não existem condições práticas nem financeiras para assegurar a manutenção do espaço.

Perante os riscos associados ao mau estado do campo, foi levantada a hipótese de vedar o recinto para impedir a sua utilização. O responsável do clube considera, contudo, que a situação é delicada: ou a autarquia assume a gestão do equipamento ou, em alternativa, será necessário encerrar o acesso para proteger os utilizadores.

Ao lado do campo degradado existe um campo de futebol de 11, atualmente sob gestão da empresa municipal Ágora. Essa infraestrutura foi requalificada e ampliada no final de 2019, reunindo hoje condições para acolher competições internacionais.

Segundo Paulo Barros Vale, quando ambos os campos estavam sob gestão do clube, as receitas provenientes das entradas permitiam garantir manutenção e vigilância permanentes. A transferência da gestão do campo principal para a autarquia terá retirado essa fonte de rendimento, deixando o clube sem capacidade financeira para manter o campo de futebol de cinco.